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ECONOMIA

Varejo cresce 13,9% em maio, ainda longe de recuperar perdas da pandemia

As vendas no varejo esboçaram uma recuperação em maio, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira. No mês, a alta foi de 13,9%, na comparação com abril, o pior mês da história da pesquisa. Com a base de comparação baixa, maio registrou o maior crescimento desde o início da série histórica.

Os números vieram acima das expectativas dos analistas do mercado. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam alta de 6% na comparação mensal.

Apesar do resultado positivo, o comércio ainda segue muito abaixo do nível pré-pandemia. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor despencou 7,2%, indicando o tamanho do buraco que a economia brasileira está inserida. No ano, o setor aumentou o tamanho da queda, de -3,1% para -3,9%.

O resultado positivo com relação a abril se deve por uma base de comparação muito baixa, ocasionada pela queda generalizada durante a pandemia.

Houve alta em todas as oito atividades pesquisadas. As principais foram no setor de Tecidos, vestuário e calçados (100,6%), Móveis e eletrodomésticos (47,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (45,2%). No varejo ampliado, que inclui vendas de carros e materiais de construção, o mesmo cenário foi registrado.

As perdas recordes em março e abril, no entanto, ainda estão longe de serem recuperadas. Segundo dados do IBGE, as vendas no setor ainda estão 7,3% abaixo de fevereiro, antes da pandemia de Covid-19.

– Foi um crescimento grande percentualmente, mas temos que ver que a base de comparação foi muito baixa. Se observamos apenas o indicador mensal, temos um cenário de crescimento, mas ao olhar para os outros indicadores, como a comparação com o mesmo mês do ano anterior, vemos que o cenário é de queda – analisa Cristiano Santos, gerente da PMC.

O resultado desta quarta elimina uma pequena parte das perdas provocadas pelas medidas necessárias de isolamento social. Será necessário o resultado dos próximos meses para saber se a alta registrada em maio se consolidará como uma tendência.

Para Santos, os efeitos da pandemia ainda seguem impactando o varejo, mas os dados indicam que o já passou.

– O pior mês foi efetivamente abril, até maio dá pra dizer que o pior mês já passou – ressalta.

Segundo o Boletim Focus, do Banco Central, a estimativa de retração do PIB este ano é de 6,5%

Fonte: O GLOBO


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