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BRASILPOLÍTICA

Titulares da Secretaria-Geral e da AGU surgem como favoritos para o cargo de Moro; diretor da Abin deve comandar a PF

O presidente Jair Bolsonaro deve se reunir com ministros nos próximos dias para definir quem será o substituto de Sergio Moro no Ministério da Justiça. Principal nome no páreo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, disse a aliados do Palácio do Planalto estar desconfortável em aceitar o cargo após as acusações de Moro de tentativas de interferência por Bolsonaro. Com isso, o advogado-geral da União, André Mendonça, ganhou força. Mas há também a possibilidade de se buscar um nome técnico ou um advogado renomado. Para o comando da Polícia Federal, é dada como certa a nomeação de Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A aliados, Jorge Oliveira demonstrou preocupação em suceder a cadeira deixada por Moro. Na avaliação de Oliveira, segundo interlocutores, a nomeação dele pode dar a interpretação de que Bolsonaro vai “continuar interferindo na Polícia Federal”, pelo fato de ele ser muito próximo ao presidente e de seus filhos. Oliveira, que é major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, é visto como favorito à vaga. Hoje, ele acumula a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ), por onde passam todos os atos jurídicos do governo.

Até as 11h da manhã de ontem ministros aliados de Bolsonaro tentaram em vão convencer Moro a não pedir demissão. O ex-ministro pediu para sair do governo Bolsonaro após o presidente trocar o comando da Polícia Federal.

Tanto Moro quanto Oliveira já foram cotados como possíveis indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois se estranharam no começo desse ano em meio à discussão sobre o possível desmembramento do Ministério da Segurança Pública do da Justiça, enfraquecendo a pasta comandada por Moro.

Na tarde de anteontem, Bolsonaro subiu do terceiro andar do Planalto, de onde despacha, para ir até o gabinete de Oliveira, no quarto andar. Geralmente, os encontros entre os dois ocorrem na sala do presidente.

Para a diretoria-geral da Polícia Federal, o nome dado como certo tem o apoio da ala militar do governo. Fontes ouvidas afirmam que Ramagem é o favorito. Também estava cotado para a vaga o delegado Anderson Torres, atual secretário de Segurança Pública do governo do Distrito Federal, mas ele perdeu força por não ter uma carreira construída dentro da corporação.

Ramagem tem a confiança do presidente e bom trânsito com seus filhos. Segundo fontes, ele é próximo inclusive de aliados do chamado gabinete do ódio. Ele foi chefe da equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018.

Fonte: O GLOBO


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