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Teich reforça que ministério poderá recomendar ‘lockdowns’

O ministro da Saúde, Nelson Teich, voltou a dizer, nesta quinta-feira, as diretrizes do ministério sobre distanciamento social poderão recomendar o bloqueio total, também conhecido como “lockdown”, para combater a epidemia causada pelo novo coronavírus. Na quarta-feira, durante entrevista coletiva, ele já havia dito que a medida poderia ser recomendada. A declaração vai na contramão do presidente Jair Bolsonaro, crítico das medidas de distanciamento social adotada por alguns estados.

A declaração de Teich foi dada em resposta na Câmara dos Deputados após o questionamento da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) sobre as orientações do Ministério da Saúde em relação ao distanciamento social. Teich disse que o governo já tem uma diretriz pronta sobre o assunto e que ela vai prever ações mais ou menos restritivas e que, entre elas, está o “lockdown”.

– A gente tem desde medidas mais simples que vão passar, principalmente, pelo distanciamento, higiene as mãos, álcool em gel e máscara até situações que você vai ter que ter o lockdown – afirmou Teich.

Teich disse que para recomendar medidas como o lockdown, as autoridades em saúde terão que avaliar critérios como a estrutura de atendimento hospitalar do estado ou do município, a taxa de incidência da doença e crescimento no número dos casos.

–  A partir daí, você vai definir se tem que segurar o número de casos novos e aí  você pode ter que chegar a situações extremas como lockdown – afirmou o ministro.

Teich disse, no entanto, que a recomendação para lockdowns não pode ser transformada em uma “discussão política”.

– Isso é uma discussão técnica. Isso vai variar de acordo com as diferentes situações. Tenho realçado isso. É fundamental que a gente não trate isso como um tudo ou nada – afirmou.

Enquanto o ministro tirava dúvidas dos deputados e repetiu a necessidade de isolamento total em alguns lugares, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) acompanhado de empresários.
Durante a reunião, o presidente voltou a desprezar a necessidade do isolamento e disse que a “liberdade” é um “bem maior que a própria vida” e empresários reclamaram que “haverá morte de CNPJ”.

Teich afirmou que não sabia da ida de Bolsonaro ao STF acompanhado de empresários e evitou comentar. O ministro disse que foi designado pelo presidente para “fazer o Brasil passar por esse momento e estruturar um sistema de saúde melhor”.

– O que eu posso garantir é que eu estou aqui para tratar das pessoas, para passar por esse problema, ter um sistema mais eficiente e melhor . O meu foco como ministro da Saúde é a sociedade e são as pessoas, isso eu posso deixar 100% claro. Tudo o que a gente faz aqui é pela sociedade, sempre, e esse é o meu compromisso com vocês.

Fonte: O GLOBO


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