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Servidores de escolas técnicas do Rio de Janeiro “cruzam os braços” por atraso nos salários

Há unidades da Faetec em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro. – Foro: O Diário/Arquivo

Com unidade em Campos dos Goytacazes, entre cerca de 126 em todo o estado, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) do Rio de Janeiro está em greve desde esta sexta-feira (29) em diversos municípios. Os servidores “cruzaram os braços” por tempo indeterminado, alegando que há meses, professores e técnicos enfrentam atrasos no pagamento de salários e cortes de verbas de custeio para limpeza, segurança e merenda nas unidades. A decisão de entrar em greve foi tomada em assembleia, na última quarta-feira (27).

A próxima assembleia, segundo os dirigentes, só será marcada depois que o governo colocar os salários em dia. Os servidores estão sem receber remuneração de agosto e o 13º salário do ano passado também não foi pago integralmente. O professor de história da Faetec de Niterói, na região metropolitana do Rio, Carlos Eduardo Manhães, diz que nem os acordos fechados entre o estado e o governo federal, tampouco os aumentos nos descontos em folha dos servidores, foram suficientes para regularizar a situação.

“Desde o ano passado, é essa rotina de atrasos de dias, que passou para atrasos de meses e, ultimamente, não temos a menor possibilidade de fazer um planejamento financeiro, por conta da inadimplência”, reclamou. Ele lembrou que os servidores já tinham feito greve este ano, por conta do atraso de três meses nos pagamentos, mas retomaram as aulas e atividades no fim de agosto. “Tinha pessoas, inclusive, sem nenhuma condição pagar passagem”. O governo do estado regularizou salários de agosto apenas de servidores que recebem até R$ 2.744.

O pagamento dos demais depende de mais prazo, segundo a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Ainda restam receber vencimentos 70 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas, cerca de 20% da folha do funcionalismo público. Esse grupo vem sofrendo com atrasos desde 2016. Uma das regiões mais afetadas com a greve é o Sul Fluminense. Todas as unidades estão paralisadas na região.

Por falta de merenda, unidades das escolas passaram a funcionar em apenas um turno, de manhã ou pela tarde, reduzindo o número de aulas que era integral. A assessoria de imprensa da Faetec disse que só poderá avaliar quantas escolas aderiram na próxima segunda-feira (2), mas não conta com uma forte adesão. Procurada por telefone e e-mail, a Faetec não esclareceu sobre a normalização da merenda.

FONTE: Agência Brasil


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