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SAÚDE

Sem apoio do governo, pesquisa da UFPel sobre prevalência da Covid terá 4ª fase com apoio da iniciativa privada

Após ter o concluído a parceria com o Ministério da Saúde, a pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) que estima os efeitos e a prevalência do coronavírus SarsCov-2 na população brasileira conseguiu recurso da inciativa privada para realizar mais uma fase do estudo.

Nesta fase – a quarta e a maior de todas – a Epicovid19-BR realizará novas entrevistas e testes rápidos entre 20 e 23 de agosto com 250 moradores de 133 cidades de todos os estados do país, totalizando 33.250 participantes.

Para a realizar a etapa, o estudo recebeu investimento do fundo Todos pela Saúde, criado pelo Itaú Unibanco para apoiar o enfrentamento da Covid-19 no Brasil em diversas frentes, entre elas, o suporte a pesquisa científica.

A pesquisa feita pela UFPel foi realizada em três fases. Em cada uma, foram entrevistados moradores de 133 municípios espalhados por todos os estados do Brasil. As cidades escolhidas são as maiores de cada uma das regiões intermediárias do país, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

  • Indígenas têm 5 vezes mais risco de desenvolver a Covid-19 devido às condições socioeconômicas
  • Cerca de 90% das pessoas desenvolvem sintomas, contrariando a afirmação de que a maioria dos infectados seriam assintomáticos
  • Crianças são infectadas pelo coronavírus tanto quanto os adultos
  • Para cada caso registrado, existem cerca de seis casos não notificados
  • De cada cem infectados, um vai a óbito

Corte de verba do governo

No dia 21 de julho, a UFPel informou que o Ministério da Saúde não renovaria o financiamento da Epicovid.

O contrato inicial da Universidade com o Ministério da Saúde previa as três primeiras fases, que foram concluídas no início de julho. Depois disso, a pasta não demonstrou interesse em avançar para novas etapas do estudo, segundo o reitor da UFPel, Pedro Hallal.

“Completamos as três fases, o projeto foi concluído. O que o Ministério poderia fazer, que seria razoável, era continuar e fazer mais fases da pesquisa. Infelizmente, parece que o Ministério não está interessado, porque não nos procurou mais. Embora a gente tenha manifestado o quanto era importante seguir em mais fases da pesquisa”, explica Hallal.

Fonte: G1


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