Publicidade
SAÚDE

Rússia anuncia produção de primeiro lote de sua vacina para Covid-19

A Rússia já começou a produção do primeiro lote de sua vacina para a Covid-19, segundo informou o Ministério da Saúde do país neste sábado. Sob desconfiança da comunidade internacional, o insumo “Sputnky V”, feita pelo Instituto de Pesquisa Gamaleya, é a aposta do governo russo para chegar à frente na corrida por um imunizante contra o novo coronavírus.

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a Covid-19, que já matou mais de 760 mil pessoas no mundo e contaminou mais de 21 milhões. O país, no entanto, não apresentou ensaios clínicos sobre a eficácia e a segurança do insumo. Alguns cientistas disseram temer que, com essa rápida aprovação regulatória, Moscou esteja colocando o prestígio nacional antes da segurança em meio à corrida global para desenvolver uma vacina contra a doença.

Sua aprovação vem antes de testes que normalmente envolveriam milhares de participantes, comumente conhecidos como Fase III. Esses ensaios são geralmente considerados precursores essenciais para uma vacina para garantir a aprovação regulamentar. Pesquisa divulgada na última terça mostrou que a maioria dos médicos russos não se sentiu confortável em receber doses da vacina como uma fórmula eficaz e segura contra a Covid-19.

A Rússia disse que a vacina será lançada até o final deste mês. O presidente Vladimir Putin garantiu ao público que a vacina é segura, acrescentando que uma de suas filhas tomou o insumo como voluntária e se sentiu bem depois.

Paraná e Rússia assinaram parceria para produção da vacina

O diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado, afirmou que o governo do Paraná assinou um memorando de entendimento com o governo russo e que um grupo de trabalho começará as “tratativas técnicas” para aquisição e produção da  vacina no estado.

Callado enfatizou que o acordo só valerá de fato após acesso a dados sobre testes e eficiência da imunização, o que não deve acontecer antes de um mês, e a aprovação das entidades regulatórias brasileiras.

— A produção só começará após a aprovação de todos os órgãos regulatórios, como a Anvisa e a Comissão Nacional de Ética e Pesquisa. E, claro, com a consonância da OMS, que é fundamental. Não teremos passos apressados, nem vamos queimar etapas. Vamos seguir todas as etapas técnico-científicas necessárias — afirmou em coletiva de imprensa.

Fonte: O GLOBO


Publicidade

Anterior

Rio segue com queda na média móvel de óbitos pela Covid-19

Seguinte

Datafolha: 47% acreditam que Bolsonaro não tem culpa pelos óbitos de covid no Brasil