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ECONOMIA

Produção industrial cresce em 13 das 15 regiões em janeiro, diz IBGE

A produção industrial teve alta, na passagem de dezembro para janeiro, em 13 das 15 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme dados divulgados nesta quinta-feira (12). Foi o crescimento mais disseminado desde junho de 2018, após a greve dos caminhoneiros que paralisou o setor.

O principal destaque no mês foi São Paulo, maior parque industrial do país e que funciona como um espelho do setor nacional. Lá, a indústria registrou avanço de 2,3%, puxando a alta do indicador nacional. Segundo o analista responsável pela pesquisa, Bernardo Almeida, boa parte deste resultado é explicado pela base de comparação baixa.

Na média geral do país, a indústria avançou 0,9% em janeiro após dois meses seguidos de queda. Foi o melhor resultado para o primeiro mês do ano desde 2017, mas o setor ainda acumula queda de 1% em 12 meses.

O Rio de Janeiro foi responsável pela segunda maior influência positiva sobre o indicador nacional, segundo o IBGE. A produção fluminense teve alta de 3,9%, influenciada pelos setores de veículos e derivados de petróleo. Segundo Almeida, foi o maior resultado do estado desde julho do ano passado e permitiu eliminar o recuo de 3,9% registrado em dezembro.

Outro destaque foi a produção da Bahia, que registrou crescimento de 10,3% no mês e foi o terceiro impacto positivo na média nacional. Puxada pelos setores de produtos químicos, veículos automotores e derivados do petróleo, a produção baiana teve o melhor resultado desde junho de 2018, quando cresceu 16,3%.

Também registraram crescimento da produção em janeiro Pernambuco (8,7%), na Região Nordeste (3,2%), Rio Grande do Sul (2,7%), Espírito Santo (2,5%), Minas Gerais (1,9%), Paraná (1,7%), Ceará (1,5%), Goiás (1,3%), Amazonas (1,2%) e Santa Catarina (0,8%).

De acordo com o levantamento, somente Pará e Mato Grosso registraram queda na produção industrial em janeiro, respectivamente de -4,2% e -2,3%. O IBGE destacou que a queda da indústria paraense foi a mais intensa desde setembro do ano passado e foi puxada pelo setor extrativo. Já a mato-grossense foi a segunda queda seguida, acumulando 7,2% de perdas no período.

Comparação anual

Já na comparação com janeiro de 2019, sete das 15 regiões pesquisadas apresentaram redução da produção, o que refletiu na queda de 0,9% da indústria nacional nesta base de comparação.

“Isso ainda é reflexo do estouro da barragem de Brumadinho, que derrubou a produção de minério de ferro, ferronióbio e produtos siderúrgicos. A indústria mineira caiu 14,2% e impactou o Espírito Santo (-20,9%). O setor extrativo do Pará também recuou 6,6%”, destacou o analista da pesquisa Bernardo Almeida.

Além de Minas Gerais e Espírito Santo, também tiveram queda Pará (-6,6%), Mato Grosso (-5,7%), Goiás (-2,0%), Rio Grande do Sul (-1,6%) e Santa Catarina.

Pelo lado das altas, se destacaram Rio de Janeiro (9,8%) e Bahia (8,3%) tiveram os avanços mais intensos no mês. Pernambuco (6,7%), Região Nordeste (6,7%), Amazonas (4,4%), Ceará (4,1%), Paraná (2,6%) e São Paulo (2,3%) completam o grupo que registrou taxas positivas no mês.

Impactos do coronavírus e perspectivas

Ao divulgar os resultados da indústria nacional na última terça-feira (10), o gerente da pesquisa do IBGE André Macedo disse, quando questionado, que ainda é cedo para apontar reflexos da pandemia do coronavírus no setor industrial brasileiro.

“A principio os resultados não parecem ter algum tipo de efeito [do coronavírus]. Mas, a gente sabe que pode trazer algum impacto na parte de insumos pra abastecer o mercado doméstico, mas a gente não sabe quando vai aparecer e com qual peso”, disse o pesquisador.

Em meio ao abalo provocado pelo coronavírus na economia global, os economistas avaliam que a economia brasileira deve crescer menos que o inicialmente esperado em 2020.

De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, o mercado financeiro baixou a previsão de crescimento para a economia brasileira em 2020, de 2,17% para 1,99%. Foi a quarta queda consecutiva do indicador.

Já a previsão dos analistas para a alta da produção industrial em 2020 foi reduzida de 2,41% para 2%.

Fonte: G1

 


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