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REGIONAL

Procon de Campos, faz ação para retirar do mercado cervejas da Backer com lotes contaminados

Agentes do Programa de Proteção a Defesa do Consumidor (Procon) de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, foram para as ruas na manhã desta quinta-feira (16), assim como outros órgãos do Procon das cidades do interior, para retirar do mercado todas as marcas de cerveja produzidas em Minas Gerais pela empresa Backer.

De acordo com informações do Ministério da Agricultura, em sete lotes de cervejas produzidas pela empresa, sendo seis lotes de Belorizontina e um de Capixaba, foram encontradas substâncias tóxicas.

Quatro pessoas morreram: em uma delas, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais confirmou intoxicação por dietilenoglicol após consumo da cerveja; outras três mortes estão em investigação.

O terceiro caso investigado, divulgado nesta quinta-feira (16), é de um idoso de 89 anos, morador de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O diretor do Procon de Campos, Bruno Lopes, informou que a decisão de retirar os lotes da cerveja dos supermercados do município é uma medida de proteção à saúde dos consumidores campistas. Segundo ele, nenhum lote da cerveja foi encontrado ainda, mas as buscas vão continuar.

“Estamos sugerindo aos consumidores a não comprar as cervejas da marca Backer, pois não foi fechado quais lotes foram contaminados exatamente. A sugestão é não consumir”, disse o diretor do Procon de Campos, Bruno Lopes.

Lotes contaminados

O Ministério da Agricultura identificou a substância tóxica em seis lotes da cerveja Belorizontina. São eles: L2 1354, L2 1348, L2 1197, L2 1604, L2 1455 e L2 1464.

A pasta também confirmou a contaminação do lote L2 1348 da cerveja Capixaba, que é a mesma cerveja, mas usa um rótulo diferente.

Empresa pede: ‘não bebam’

A diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos, pediu em entrevista coletiva nesta terça-feira (14) que as pessoas não consumam a cerveja alvo da investigação. A orientação vale também para a cerveja Capixaba, que é produzida no mesmo tanque e possui a mesma fórmula da Belorizontina, porém com rótulo diferente.

“O que estou pedindo é que não bebam a [cerveja] Belorizontina, qualquer que seja o lote. Eu não sei o que está acontecendo”, disse ela.

No início da tarde de terça (14), a Polícia Civil e o Ministério vistoriaram novamente a cervejaria Backer no bairro Olhos D’Água, na Região Oeste de BH. Nesta quinta-feira (16), a fábrica seguia interditada.

Fonte: G1


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