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POLÍTICA

Presidente de Comissão de Justiça tem dificuldade para definir relator de denúncia contra Temer

Rodrigo Pacheco disse que tem enfrentado dificuldades para definir relator de denúncia. – Foto: Diário do Poder/Divulgação

A definição do relator da segunda denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer e dois ministros de seu governo (Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e Moreira Franco, que comanda a Secretaria-Geral da Presidência) não está sendo fácil para o  presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) . O parlamentar afirmou, na manhã desta quinta-feira (28) que tem enfrentado dificuldades para escolher um nome.

Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco são acusados pela Procuradoria Geral da República de tentativa de obstrução à Justiça e formar organização criminosa. Pacheco anunciou ontem que não desmembrará o processo, “nem por tipo de crime, nem por autoridade”. O deputado deve designar um relator para elaborar um parecer sobre a denúncia. Havia expectativa de que a relatoria poderia ser anunciada nesta quinta.

No entanto, Pacheco disse à Agência Brasil que pode deixar o anúncio para amanhã ou segunda-feira. O deputado explicou que tem encontrado dificuldades para fechar o nome do relator, pois alguns parlamentares que aceitaram o convite enfrentam resistência de suas bancadas para assumir o posto de relator. Os partidos mais resistentes têm sido o PSDB e o DEM. Pacheco afirmou que tem preferência pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), por ser um parlamentar decano.

O deputado confirmou que também cogitou para a relatoria o deputado Evandro Gussi (PV-SP), entre outros nomes. Enquanto não anuncia o relator, Pacheco está adiantando os procedimentos a serem seguidos durante a análise do processo. Ele se reúne na manhã desta quinta-feira com líderes das principais bancadas que compõem o colegiado, para discutir o rito da denúncia na comissão. A CCJ recebeu o processo ontem depois da notificação dos acusados no Palácio do Planalto. A partir da apresentação da defesa dos denunciados, a comissão terá prazo de até cinco sessões para votar parecer sobre o prosseguimento da denúncia perante a Justiça.

FONTE: Agência Brasil


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