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Presidente da Microsoft pede fim de sanções comerciais contra a Huawei

LONDRES — As sanções impostas pelo Departamento de Comércio americano contra a Huawei , proibindo a compra de peças e componentes de fornecedores americanos, afeta não apenas os negócios da gigante chinesa, mas também companhias baseadas nos EUA. Em entrevista à BBC, o presidente de Microsoft, Brad Smith , pediu que o governo americano permita que a empresa mais valiosa do mundo forneça seus softwares à Huawei.A Huawei se tornou alvo do governo americano, alegadamente, por ser uma ameaça à segurança dos EUA, mas Smith contesta que o uso do Windows e do pacote Office ofereçam algum risco e teme pela criação de uma nova “cortina de ferro” separando o Oriente do Ocidente.

 Governos ao redor do mundo irão resolver suas necessidades de segurança nacional — afirmou Smith. — Mas nós acreditamos que seria um erro ao mesmo tempo tentar impor uma nova cortina de ferro digital no Oceano Pacífico. Eu acho que isso atrasaria os EUA, poderia atrasar as democracias do mundo.

Na semana passada, novos computadores da Huawei chegaram ao mercado chinês, mas em vez do Windows, eles rodam o Deepin Linux. Segundo a imprensa local, o MateBook 13, o MateBook 14 e o MateBook X Pro não são mais oferecidos com o sistema operacional da Microsoft e, sem o licenciamento, estão mais baratos, entre R$ 170 e R$ 350 mais baratos, dinheiro que iria para os cofres da Microsoft.

Em julho, o Departamento de Comércio americano informou que concederia licenças especiais para que determinadas companhias

americanas continuassem seus negócios com a Huawei, desde que não “ameaçassem a segurança nacional dos EUA”. Entretanto, apesar de mais de cem pedidos terem sido apresentados, nenhuma permissão foi concedida.

Nós somos uma de inúmeras companhias que apresentamos pedidos junto ao Departamento de Comércio para que pudéssemos continuar fornecendo nossos softwares para a Huawei em dispositivos como laptops — afirmou Smith. — Talvez existam algumas questões que precisem ser resolvidas em torno do 5G, mas é preciso questionar se esta é a abordagem correta para todos os equipamentos que uma companhias em particular possa fabricar.

Smith concordou que talvez o Departamento de Comércio precise de “tempo para avaliar” quais companhias devem ou não receber as licenças, mas criticou a postura do governo.

— Nós não acreditamos que a segurança de qualquer país esteja ameaçada pelo fato de que as pessoas possam usar nosso serviço de busca ou nossas aplicações de produtividade, usar o Outlook ou o Word — afirmou o executivo. — Nós achamos que isso oferece oportunidades para as pessoas.

Baixo faturamento na China

O faturamento da Microsoft no mercado chinês não é significativo, responde por apenas 1,8% das receitas totais. Mesmo assim, a imposição de sanções é preocupante.

— Nós nos preocupamos se não pudermos mais reunir pesquisadores na Universidade de Cambridge ou da Costa Oeste dos EUA, ou de Pequim ou Bangalore — afirmou Smith. — É onde nós vamos continuar encontrando soluções que o mundo precisa. Então, sim, estamos preocupados se não pudermos dar um passo atrás e ter os países encontrando o balanço correto.

Fonte : O Globo


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