Publicidade
POLÍTICA

Presidente da Câmara diz que trabalha para votar reforma da Previdência em fevereiro

Se depender do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a reforma da Previdência será votada até 19 de fevereiro, como prevê o governo. Ele disse na noite dessa sexta-feira (29) que trabalha para ter condições cumprir a pauta nesse prazo e ressalta que é necessário explicar com calma para que a sociedade entenda a questão.

“Vamos trabalhar e explicar com calma para o trabalhador. É só prestar atenção: quem ganha um salário mínimo no Brasil se aposenta com 65 anos. Quem ganha R$ 20 mil a R$ 30 mil se aposenta com 55 anos. A gente quer acabar com essa distorção. Não queremos tirar um real de ninguém, não queremos tirar a aposentadoria de ninguém”, afirmou Maia.

Na opinião do parlamentar, “não é justo o trabalhador brasileiro financiar a aposentadoria dos que ganham mais no serviço público e dos que ganham mais também no regime geral, porque esses são os que aposentam mais jovens”. O deputado reforçou que é preciso acabar com essa distorção e ressaltou que há “um passivo muito grande e crescente”.

Rodrigo Maia afirma que trabalha para que a votação da reforma da Previdência aconteça dentro do prazo previsto pelo governo. – Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O presidente da Câmara conversou com a imprensa após participar da cerimônia de assinatura da liberação de recursos do Ministério da Educação para escolas das redes estadual e municipal do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29) no Palácio Guanabara, sede do governo do estado. Rodrigo Maia afirmou que o DEM, partido a que é filiado, não tem intenção de sair da base do governo.

De acordo com Maia, o projeto político e econômico do Democratas converge com as reformas em andamento. “O DEM tem o ministro da Educação [Mendonça Fiilho], que faz um ótimo trabalho. O Brasil vem passando por uma grave crise, passando por um ponto muito importante com o impeachment [da presidenta Dilma Rousseff, em 2015], processo no qual o DEM teve papel ativo”.

“Nossa responsabilidade, do meu ponto de vista, é participar, como estamos participando, dessa transição do impeachment até a próxima eleição. Não vejo motivo para o DEM não continuar colaborando com o Brasil por meio do Ministério da Educação”, acrescentou Maia. Segundo o deputado, o partido está trabalhando para ter candidato próprio à Presidência da República em 2018.

“Mas, antes de definir o nome, será preciso construir um projeto para o país e uma base de apoio nos estados”, ressalvou. “Em momentos de crise e de mudança, quem conseguir se organizar melhor gera as condições para disputar a eleição nacional com chances de vitória. O DEM tem três ou quatro ótimos nomes, o meu é um deles, com certeza, mas o importante agora é o DEM organizar a sua base, porque não adianta ter candidatura sem apoio nos estados”.

Segundo Maia, a convenção do partido será em fevereiro, para depois se definir a renúncia de prefeitos que queiram disputar o pleito e a saída de ministros do governo. Aí, então, destacou o deputado, será possível “consolidar e anunciar um candidato nacional”, com um “arco de alianças”, já que, “no quadro pulverizado do Brasil, ninguém consegue vencer uma eleição sozinho”.

A respeito da acusação de envolvimento com a Odebrecht, o deputado disse que a doação recebida da empreiteira consta da prestação de contas como doação oficial e que “não tem nenhuma contrapartida dita por ninguém”. “Está lá, registrado em 2010 e 2014. Estou com muita tranquilidade explicando tudo aquilo que vem a meu respeito.”

FONTE: Redação com Agência Brasil


Publicidade

Anterior

Jovem de 18 anos encontrado morto a tiros no Parque Prazeres

Seguinte

Em dois dias Polícia Federal apreende 660 quilos de cocaína no Rio de Janeiro