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‘Pico do coronavírus deve ocorrer em um mês’, prevê secretário de Saúde do Rio

A escalada do número de casos de coronavírus deve ocorrer dentro de duas semanas, conforme a previsão do secretário estadual de Saúde do Rio, Edmar Santos. O pico da Covid-19, ainda segundo ele, deve ocorrer em um mês.

O Estado do Rio, que, de acordo com o secretário, ainda está no nível zero do plano de contingência (quando ainda não há transmissão local de casos), deve enfrentar a epidemia durante os três meses de inverno.

São dispositivos legais, previstos na lei federal. As autoridades sanitárias não precisam recorrer à Justiça para internar e também determinar o isolamento domiciliar. Casos, como o de Paraty (quando dois turistas franceses se recusaram a ficar internados para a realização de exames), também serão contemplados no decreto. As pessoas com suspeitas da doença precisam aguardar os resultados dos exames. No estado, temos 126 casos suspeitos. Todos estão em isolamento domiciliar, sem problemas.

Estudos mostram que 5% dos casos precisam de atendimento em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). Isso já está contemplado no plano. Serão disponibilizados 125 leitos específicos, por meio de integração com as redes privada e filantrópica. Em relação aos outros casos, a previsão é que 15% do total de infectados precisem de internação. Ampliamos em 150 o número de leitos na rede estadual, exclusivos para o coronavírus. Em 60 dias, serão mais 150.

Não vou revelar quais serão os hospitais, para evitar uma corrida desnecessária. Em caso de uma epidemia, a Secretaria vai montar hospitais de campanha.

Há equipamentos suficientes para atender os casos graves?

Equipamentos, como respiradores e monitores, também estão sendo adquiridos pelo governo estadual. Ainda não tenho o levamento de quanto está sendo gasto, mas todos os recursos são do Tesouro.

O estado tem recurso suficiente?

Nenhum estado terá condições de enfrentar sozinho a crise do coronavírus. O governo federal precisa repassar os R$ 75 milhões de aporte para o Estado do Rio.

Quanto o estado espera receber do governo federal?

O aporte está incluído na verba de R$ 1 bilhão do governo Bolsonaro para ajudar os estados a absorverem os impactos financeiros do coronavírus. Os recursos destinados ao custeio de ações de média e alta complexidade estão na razão de R$ 4,5 per capita a serem repassados aos estados para subsidiar o financiamento de soluções imediatas e estruturantes a serem adotadas.

Há alguma previsão de interrupção do ano letivo?

Em caso de epidemia, há a possibilidade de fechamento de escolas e universidades e a consequente interrupção do ano letivo. A orientação é de que, ao surgirem casos da doença, a escola ou a universidade façam a desinfecção. Logo após, as aulas podem voltar ao normal. No entanto, quando houver um grande número de casos, as unidades não poderão ficar abrindo e fechando. Será preciso suspender as aulas.

Fonte: O GLOBO


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