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Pesquisa destaca que açaí teve maior valor de produção na extração vegetal em 2016


Produção do açaí caiu, mas valor de produção foi o maior no extrativismo vegetal. – Foto: Giorgio Venturieri/Embrapa

Um dos produtos mais em evidência no Estado do Rio de Janeiro, em Cidades como Campos dos Goytacazes, Macaé, São João da Barra, Rio das Ostras, São Francisco de Itabapoana e tantos outros é o açaí. Isso fortalece a constatação de que trata-se do produto da extração vegetal não madeireira que alcançou maior valor de produção no ano passado no Brasil, somando R$ 539,8 milhões. Em seguida, vieram a erva-mate extrativa (R$ 398,8 milhões), o pó cerífero de carnaúba (R$ 187,5 milhões) e a castanha-do-pará (R$ 110,1 milhões).

Segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, estes são os quatro itens mais relevantes em termos de produção. A pesquisa foi divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção de açaí extrativo caiu 0,2% em comparação com a de 2015, e somou 215.609 toneladas. O valor de produção, porém, subiu 12,4%. Maior produtor nacional, o Pará respondeu por 61,2% do total do ano passado, com crescimento de 4,6%.

Na avaliação do supervisor da pesquisa, Winicius de Lima Wagner, a demanda e a alta de preços do açaí tornaram a atividade mais atrativa para os extrativistas, contribuindo para aumentar a geração de renda local. “Em geral, os produtos não madeireiros do extrativismo são explorados por extrativistas e pequenas associações e cooperativas e têm relevância para as comunidades, principalmente nas regiões Norte e Nordeste”, afirmou Wagner.

O líder do ranking de municípios, Limoeiro do Ajuru, no Pará, produziu 35 mil toneladas no ano passado. No Amazonas, segundo maior produtor nacional de açaí, a produção caiu 12,3%, por causa da seca, que tornou mais difícil o transporte do fruto em alguns rios. No Nordeste, o Maranhão aparece com 8,1% de participação na produção brasileira. Embora não haja dados oficiais a respeito, estima-se que o Estado do Rio de Janeiro tenha aumentado consideravelmente o consumo do açaí.

O número de açaiterias aumentou consideravelmente nos últimos anos, inclusive no estado do Rio de Janeiro. – Foto: Ilustração/Internet

No caso particular de Campos, na opinião de um açaiteiro com loja no centro da cidade, “acredito que o consumo do produto tenha aumentado cerca de 30% nos últimos anos”. Ele observa que “é provável que em cada bairro do município haja, no mínimo, dois locais de vendas de açaí, inclusive um próximo do outro”. Ele não quis revelar quem o fornece, mas deixa escapar que a partir de dezembro estará também produzindo o fruto e fornecendo no mercado.

“Não tenho de quê reclamar, porque meus consumidores são fiéis, porque a qualidade do que ofereço é imbatível, com variedades de guloseimas e coberturas. Mas, à proporção que a concorrência aumenta, naturalmente nosso lucro diminui”. Ele ressalta que o açaí tem características fortificantes e “virou uma coqueluche” que tem tudo para ser um dos produtos do próximo verão. “Porém, há de se ter cuidado com a qualidade de alguns preparados por quem desconhece como fazê-lo”.

FONTE: Redação com Agência Brasil


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