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POLÍCIA

Operação do MP mira ‘QG da propina’ no governo Crivella

Equipes do Ministério Público Estadual (MP-RJ) e da Polícia Civil cumprem desde o início da manhã mandados de busca e apreensão devido a investigação que apura a criação de um balcão de negócios na prefeitura do Rio para a liberação de verbas a empresas mediante pagamento de propina.

O prefeito Marcelo Crivella é alvo da investigação, razão pela qual as ordens de busca e apreensão foram dadas pela desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio, Rosa Maria Helena Guita. Entre os 17 alvos da operação de hoje, estão a sede da Riotur, na Barra da Tijuca, e as residências do presidente da entidade, Marcelo Alves, e de seu irmão, Rafael Alves.

Às 6h, policiais civis chegaram à Cidade das Artes, onde fica a sede da Riotur. Os agentes tiveram que pular o portão ao se depararem com eles trancados. Apenas 15 minutos depois, em presença dos seguranças, eles pudarem entrar e dar início à operação. As buscas acontecem no local poucas horas antes de um evento que contará com a presença de Crivella. Às 9h, o prefeito do Rio dará posse a 58 profissionais da Saúde. Não se sabe se o evento continua confirmado. Funcionários que chegam para trabalhar são orientados a esperarem para começar o expediente. No local, pelos menos 15 agentes fazem as buscas.

Para comprovar o seu depoimento, Mizrahy relatou episódios ocorridos nos dias 10 e 11 de maio do ano passado, logo após sua prisão pela operação Lava-Jato. Ele disse que dois funcionários da Riotur, empresa comandada pelo irmão de Rafael, estiveram naqueles dois dias na sua casa para “resgatar” com a sua mulher cheques destinados ao pagamento de propina da Locanty. O doleiro os chama de Johny e Thiago no depoimento. O GLOBO apurou que seus nomes completos são Jones Augusto Xavier de Brito e Thiago Vinícius Martins Silva, e que, de fato, estiveram empregados na Riotur naquele período — atualmente, apenas Thiago continua na empresa municipal, lotado no gabinete da presidência; Jones desligou-se em julho deste ano da Riocentro S.A.

De acordo com a reportagem do GLOBO de dezembro, o procedimento estava paralisado desde julho de 2019, quando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspendeu mais de 900 investigações pelo país que utilizaram dados do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), atual Unidade de Inteligência Financeira. Por citar Crivella, o procedimento está a cargo do Gaocrim, estrutura que age por delegação do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, para apuração de casos envolvendo pessoas com foro especial junto ao TJ.

Fonte: O GLOBO


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