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SAÚDE

OMS diz que vacina de Oxford testada no Brasil é a melhor candidata contra Covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que a vacina ChAdOx1 nCoV-19, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca, é a “mais avançada” do mundo “em termos de desenvolvimento” e lidera a corrida por um imunizante contra a Covid-19. A fórmula está sendo testada no Brasil e na África do Sul após testes bem sucedidos no Reino Unido.

As declarações foram feitas pela cientista-chefe da entidade, Soumya Swaminathan. Ela ponderou que a pesquisa da americana Moderna também “não fica muito atrás” dos trabalhos da AstraZeneca. Mais de 200 vacinas candidatas contra o coronavírus Sars-CoV-2 são testadas ao redor do mundo, das quais 15 já entraram fases clínicas. A OMS afirmou, ainda, que está em contato com diversas fabricantes chinesas para acompanhar o desenvolvimento de seus trabalhos.

Segundo a entidade, sediada em Genebra, mais de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 163 bilhões) serão necessários para desenvolver testes, vacinas e tratamentos para a Covid-19.

A iniciativa internacional lançada no final de abril pela OMS e seus parceiros para acelerar o desenvolvimento, a produção e o acesso equitativo a novos diagnósticos, terapias e vacinas contra o novo coronavírus exigirá “US$ 31,3 bilhões nos próximos 12 meses”, afirmou a agência em comunicado.

A iniciativa da OMS busca distribuir 500 milhões de testes até a primeira metade de 2021 e incrementar a oferta de doses de vacina em 2 bilhões de unidades, dos quais metade para países em desenvolvimento, até o fim do próximo ano. O braço das Nações Unidas para a saúde trabalha junto a uma grande coalizão de organizações para o desenvolvimento, financiamento e distribuição de medicamentos chamada “ACT-Accelerator Hub”.

Brasil

Os testes em voluntários brasileiros da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, contra a Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, tiveram início na semana passada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A informação foi divulgada na noite da última segunda-feira pela Fundação Lemann, que financia o projeto, em nota.

Os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 no Brasil foram anunciados no início do mês e deverão contar, de acordo com a Unifesp, com 2 mil voluntários em São Paulo, e com outros mil no Rio de Janeiro, onde serão realizados pela Rede D’Or. Os resultados devem ser concluídos até setembro, segundo informou a AstraZeneca, farmacêutica que conduz o desenvolvimento da vacina em parceria com Oxford, no início deste mês.

“No último final de semana (20 e 21 de junho), a Fundação Lemann teve a oportunidade de celebrar com os parceiros envolvidos e especialistas responsáveis, o início dos testes em São Paulo para a vacina ChAdOx1 nCoV-19, liderada globalmente pela Universidade de Oxford”, informou a Fundação Lemann, do bilionário empresário Jorge Paulo Lemann. Ontem, a coluna do jornalista Lauro Jardim, do GLOBO, publicou que a entidade pretende construir uma fábrica para a vacina de Covid-19 no país.

Dose dupla

A AstraZeneca informou na última terça-feira que testes realizados no Reino Unido indicaram que a aplicação de uma dose dupla da vacina gerou uma resposta imunológica melhor em porcos. Os resultados foram divulgados pelo Instituto Pirbright (Reino Unido). A descoberta sugere que a abordagem pode ser mais efetiva na imunização contra o coronavírus Sars-CoV-2, mas a organização britânica ponderou que ainda não se sabe o nível de resposta imunológica que será exigido para proteger seres humanos.

— Os resultados parecem encorajadores ao indicarem que duas injeções potencializam as respostas dos anticorpos capazes de neutralizar o vírus. Mas é a resposta em humanos que importa — afirmou Bryan Charleston, diretor do Instituto Pirbright.

Fonte: O GLOBO


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