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SAÚDE

Nova vacina candidata contra Covid-19 começa a ser testada nos EUA

A farmacêutica francesa Sanofi e a britânica GSK iniciaram um ensaio clínico para uma vacina candidata contra a Covid-19 à base de proteína, à medida que as empresas farmacêuticas correm para desenvolver tratamentos contra a pandemia do novo coronavírus.

A Sanofi e a GSK informaram em um comunicado conjunto nesta quinta-feira que iniciaram o ensaio de “Fase 1/2” para sua vacina contra Covid-19 com adjuvante, que esperam disponibilizar em todo o mundo. A farmacêutica francesa também trabalha no desenvolvimento de outro imunizante em parceria com o laboratório americano Translate Bio. A tecnologia neste caso, no entanto, se baseia no RNA mensageiro decodificado do Sars-CoV-2.

A vacina candidata feita em parceria com a GSK usa a mesma técnica baseada em proteína recombinante que uma das vacinas contra influenza sazonal da Sanofi com a tecnologia de adjuvante pandêmico estabelecida da GSK. Os testes ainda estão nos estágios iniciais, que avaliarão a segurança, a tolerabilidade e a resposta imune da fórmula  em 440 voluntários nos Estados Unidos. Se os resultados se mostrarem promissores, as duas empresas esperam que o imunizante seja aprovado até o fim do primeiro semestre de 2021.

A corrida global por uma vacina capaz de imunizar a população contra o novo coronavírus envolve várias farmacêuticas ao redor do mundo, mas os ensaios da Sanofi e GSK não estão entre os mais avançados do mundo. Companhias como AstraZeneca, Moderna, Sinovac Biotech e Johnson & Johnson já estão na última fase de testes.

No entanto, o CEO da Sanofi, Paul Hudson, disse acreditar, em uma entrevista à Reuters na última semana, que a experiência das duas empresas no campo das vacinas é um diferencial. Hudson vê os dados preliminares das duas fórmulas testadas pela empresa como promissores.

A farmacêutica francesa e a GSK já firmaram acordos de fornecimento de vacinas para os Estados Unidos e o Reino Unido e estão em conversas avançadas com a União Europeia (UE), que negocia 300 milhões de doses. As duas empresas também trabalham para suprir o Covax, consórcio internacional liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa financiar e distribuir de forma igualitária imunizantes contra a Covid-19 entre países mais pobres.

Fonte: O GLOBO


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