Publicidade
DNews

No Rio e em SP, hospitais poupam insumos e criam leitos para evitar o colapso

A rede de saúde do país já dá sinais de que não suportará o número de atendimentos pelo novo coronavírus. Falta de equipamento de proteção para os profissionais de saúde, leitos insuficientes e procedimentos inadequados ao receber os doentes são algumas das ameaças ao sistema, segundo médicos e enfermeiros ouvidos pelo GLOBO.

Mas hospitais privados e públicos em todo o país estão em alerta, usando estratégias para aumentar ou esvaziar leitos e economizar insumos para quando o pico da crise for atingido.

Segundo o ministério, nesta segunda subiu para 1.891 o número de casos confirmados de coronavírus (Covid-19) no Brasil — até domingo, eram 1.546. As mortes foram de 25 a 34, sendo 30 no estado de São Paulo e quatro no Rio de Janeiro. O governo prevê que os casos continuem a crescer ao menos até junho.

No estado de São Paulo, estão previstos 2.900 novos leitos para atendimento público, exclusivo a pacientes com a Covid-19. Anunciados nesta segunda, 900 novos leitos emergenciais no Hospital das Clínicas vão se juntar aos 1.800 que serão montados no Anhembi, centro de convenções na Zona Norte da capital, e aos 200 no estádio do Pacaembu.

De acordo com o governo paulista, o maior prédio do HC será destinado apenas a atendimento de pacientes com o novo coronavírus. Os pacientes de outras especialidades médicas serão transferidos para outros sete institutos que ficam no mesmo complexo. Em toda a estrutura do Hospital das Clínicas, a previsão é que ao menos 200 leitos comecem a operar já nesta sexta-feira. Outros 700 devem ficar prontos até 7 de abril. No Pacaembu, a expectativa é que os leitos fiquem prontos no início da próxima semana. A data de entrega da estrutura do Anhembi não foi informada.

A rede privada também se mobiliza para aumentar os leitos diante da alta demanda. O Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi realizado o primeiro exame positivo para coronavírus no país, vai aumentar os leitos de UTI. Para isso, adaptará um centro cirúrgico, usado para operações que não são de urgência, e usará o espaço para abrir novos leitos de terapia intensiva. Na manhã de ontem, o hospital tinha 80 pacientes internados, sendo 51 confirmados e 29 suspeitos para a Covid-19. Dos confirmados, 23 estão na UTI.

O Hospital Sírio Libanês, uma das principais referências de atendimento à saúde privada no Brasil, tem hoje 455 leitos operacionais, mas nem todos estão em uso. Dos 38 já montados na enfermaria, 33 estão ocupados. Já na Unidade de Terapia Intensiva, 13 de 22 estão abrigando pacientes em tratamento para coronavírus. O hospital afirma que se prepara para uma eventual necessidade de abrigar pacientes do SUS.

Fonte: O GLOBO


Publicidade

Anterior

Petroleiras devem reduzir investimentos em 30% por coronavírus e queda no preço do petróleo

Seguinte

Bolsonaro edita MP que suspende prazos de respostas via Lei de Acesso à Informação