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REGIONAL

MPF e estado investigam responsabilidade por toneladas de plantas aquáticas nas praias da Região dos Lagos

Quem for passar as festa de fim de ano na Região dos Lagos vai encontrar algumas das praias tomadas por toneladas de gigogas e taboas. As plantas de água doce, que não são prejudiciais à saúde, chegam desde a semana passada a pontos de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios. Elas foram liberadas no mar após aberturas feitas nas barras de duas lagoas do município de Carapebus, no Norte Fluminense, devido ao risco de alagamentos na cidade durante as chuvas de cerca de dez dias atrás.

Mutirões são realizados em praias como a do Peró e a das Conchas, em Cabo Frio, para limpar o rastro de sujeira na areia. A Secretaria estadual do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) aponta indícios de um crime ambiental na região, enquanto o Ministério Público Federal (MPF) investiga o caso.

No último fim de semana, o subsecretário de Saneamento da Seas, Marcelo Delaroli, sobrevoou a área das lagoas, no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, e constatou que ainda havia muito material sendo levado pelas marés para a costa. A abertura de uma dessas lagoas, a do Paulista, teria ocorrido de forma irregular, e ainda não se sabe quem foi o responsável.

Por determinação do governador Wilson Witzel, a Seas convocou uma força-tarefa para atuar nas praias afetadas. Só na do Peró, já foram retiradas cerca de 200 toneladas de plantas aquáticas.

Em Arraial do Cabo, equipes da Secretaria municipal de Serviços Públicos atuavam nesta segunda-feira na Prainha, com a ajuda de barqueiros, quiosqueiros e voluntários. Na cidade, já foram atingidas também as praia do Pontal e dos Anjos.

“A previsão é que as correntes continuem trazendo a vegetação para as praias da Região dos Lagos, pois ainda têm muitas plantas flutuando no mar”, afirma a prefeitura.

Fonte: EXTRA


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