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MP e Defensoria Pública cobram de Witzel estudo para reabertura da economia

O Ministério Público estadual (MPRJ) e a Defensoria Pública do Estado encaminharam uma recomendação ao governador Wilson Witzel (PSC) para que elabore um estudo técnico que respalde a tomada de decisão sobre uma eventual manutenção ou flexibilização da medida de isolamento social adotada como forma de combate ao novo coronavírus (covid-19).
No documento, as instituições estabelecem prazo de dois dias para que o levantamento seja apresentado – ou seja, até esta sexta-feira, data prevista para o fim da quarentena.
A recomendação, encaminhada pessoalmente ao governador, pede que o estudo seja embasado em evidências científicas e em análises sobre “as informações estratégicas em saúde, vigilância sanitária, mobilidade urbana, segurança pública e assistência social, levando em consideração a análise de dados e peculiaridades econômicas, sociais, geográficas, políticas e culturais do estado do Rio de Janeiro”.

As instituições pedem, no documento que, caso o governo decida pela retomada gradual das atividades socioeconômicas, esta decisão seja transparente por intermédio de um plano regionalizado, gradual e esteja em compasso com o enfrentamento da pandemia e a avaliação do risco atual em saúde pública.

A recomendação se baseia, entre outros fatores, nos parâmetros técnicos mínimos definidos pelo Boletim Epidemiológico nº 11 do Ministério da Saúde, que trata da tomada da decisão de flexibilizar ou restringir a quarentena.

Fiocruz

A recomendação utiliza outra referência, que é o ofício da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), encaminhado ao MPRJ que, com base técnico-científicas, ressalta a importância das medidas de distanciamento social no intuito de salvar vidas no estado. A Fiocruz afirma ainda que, para evitar impactos à saúde e à vida, é importante planejar estratégias para o retorno às atividades, mas que isso deve acontecer de modo controlado e seguro.
“A saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos”, diz o documento.

O estudo a ser apresentado pelo estado deve, entre outros pontos, abordar:
. etapas regionalizadas para a flexibilização com base em indicadores de risco individual e definição de estratégias, recursos e fases para retorno das atividades econômicas, sociais, de lazer e cultura
. regras de segurança sanitária para o retorno gradativo das atividades
. campanhas para o esclarecimento e informação transparente à população e medidas de assistência social que amparem a população mais vulnerável
Fonte: JORNAL O DIA

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