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Morte de macacos leva governo a alertar sobre risco de febre amarela no Sul e Sudeste

O Ministério da Saúde divulgou, na manhã desta segunda-feira, um boletim epidemiológico que aponta para o aumento do risco de transmissão de febre amarela nos estados do Sul e do Sudeste ao longo do verão. Entre julho de 2019 e 8 de janeiro deste ano, foram confirmadas 38 mortes de macacos pela doença em três estados das duas regiões, a maior parte no Paraná.

A circulação do vírus nos primatas aumenta o risco de transmissão em humanos. Ao todo, foram 1.087 notificações de mortes suspeitas de macacos em todo o Brasil. Ao todo, foram 34 animais mortos no Paraná, três em São Paulo e um em Santa Catarina.

No mesmo período, foram notificados 327 casos suspeitos de febre amarela. Segundo o ministério da Saúde, 50 seguem sob investigação e um, referente a um paciente que faleceu no Pará, foi confirmado.

A pasta orienta que a população se vacine neste verão, uma vez que as duas regiões concentram grandes populações e baixo índice de vacinação. Dessa maneira, o verão de 2020 pode registrar um novo pico da doença.

Macacos sentinelas

O infectologista da Fiocruz Rivaldo Venâncio explica que a morte de macacos é um alerta para que a população esteja preparada e vacinada.

— Quando ocorre a morte de macacos por febre amarela, é um aviso para nós que o vírus está chegando. O macaco é uma sentinela, ele está protegendo a população humana e não o contrário. Não há transmissão de primata para ser humano, ou de ser humano para ser humano. Se não houvesse esses macacos, só iriamos ser avisados sobre a circulação do vírus quando pessoas ficassem doentes e morressem.

A febra amarela tem dois ciclos de manutenção na natureza: o ciclo urbano, no qual ele é transmitido aos seres humanos pelos mosquitos aedes aegypt – o que não ocorre desde 1942.

De acordo com o infectologista, há grande variedade de reações à doença. Algumas pessoas são assintomáticas enquanto outras têm quadro clínico que se agrava e pode levar à morte. Os sintomas iniciais são febre, dor muscular, problemas digestivos, que podem evoluir para o comprometimento de órgãos nobres como fígado, rins e até coração.

— Por isso a importância de estar vacinado. O Ministério da Saúde está alertando a população que procure se proteger. Não há necessidade daquela correria, como há cerca de dois anos. A vacina existe, está disponível, e o Brasil é referência mundial, fabricada na Fundação Oswaldo Cruz.

Alto risco de surto

No ano passado, em julho, o Ministério da Saúde decidiu antecipar uma campanha de vacinação contra a febre amarela depois de identificar um risco alto de surto da doença na região Sul no verão de 2020. O Paraná registrou um número expressivo de casos em 2019, o que não é comum e acionou o radar da pasta. O governo teme, ainda, um surto de dengue 2.

Segundo a pasta, o público-alvo da campanha são pessoas entre nove meses de vida e 59 anos que não tenham comprovação de vacinação. Mais de 16 milhões de doses da vacina contra a febre amarela foram distribuídas pelo Brasil. No entanto, ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os baixos índices de vacinação se repetem no restante do país. Há 71 milhões de doses disponíveis para 2020.

Fonte: G1


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