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Mesmo com socorro do governo, Rio deve começar a atrasar salário de servidor em setembro

O governo do Estado do Rio corre o risco de ficar sem caixa para o pagamento de salários de servidores e fornecedores, alertou nesta quarta-feira o secretário estadual de Fazenda, Luiz Cláudio Rodrigues de Carvalho. Sem a ajuda federal, já aprovada pelo Congresso e aguardando sanção presidencial, os recursos acabam em julho. Mas mesmo com o socorro, a previsão é que as dificuldades cheguem em setembro.

— Sem nenhum centavo de ajuda financeira da União, o estado passará a ter dificuldades financeiras bastante sérias a partir de julho, já com dificuldade de pagamento dos servidores — afirmou Carvalho. — Com os R$ 2,5 bilhões da ajuda federal nosso fluxo de caixa indica que passaremos a ter problemas muito severos em setembro, quando a gente passa a atrasar salários e fornecedores.

O socorro a estados prevê para o Rio cerca de R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 500 milhões de uso obrigatório na área da saúde. Somente em abril e maio, a estimativa do governo estadual é de perda de R$ 1,7 bilhão em arrecadação, praticamente o total da ajuda prevista do governo federal em recursos livres.

Segundo o secretário, a perda de arrecadação tributária em abril foi de 16% e, para maior, a expectativa é ainda pior, de queda de 30%. Para o ano, a fazenda estadual prevê perda total de receita de R$ 10,6 bilhões.

Somente em abril e maio, a estimativa da fazenda estadual é de uma frustração de receita de R$ 1,7 bilhão. Segundo o secretário, a perda total de receita neste ano será de R$ 20,6 bilhões.

— A prioridade do governo do Estado é a saúde das pessoas, ou seja, qualquer medida de flexibilização das condições só vai acontecer no momento em que as condições de saúde permitirem — ressaltou Carvalho. — A gente só fala de abertura econômica quando a saúde deixar. Mas já estamos elaborando um planejamento para abertura gradual da atividade econômica, buscando justamente flexibilizar áreas que empregam mais gente e que pagam mais impostos, ou seja, que têm maior impacto econômico.

Fonte: O GLOBO


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