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Mau cheiro de esgoto e sujeira no canal Campos Macaé continuam gerando críticas

O canal Campos-Macaé é considerado “problema crônico” no município e causa muitas reclamações. – Foto: Divulgação

“Não apenas que mora nas proximidades do canal Campos-Macaé padece com esse fedor, mas, também, quem reside na região que engloba as avenidas Arthur Bernardes, Dr. Beda e Princesa Isabel”. A reclamação é do comerciário Ricardo Siqueira (conhecido como Ricardo “Benzinho”), morador do IPS.

Siqueira lembra que o “fedor de esgoto” em ruas da região citada por ele é notado há muitos anos. “Posso garantir que isso acontece tem mais de trinta anos, desde quando quem cuidava de água e esgoto em Campos era a Cedae. Meu pai mesmo [não quis citar o nome] já deu entrevistas cobrando providências e pouco resolveu”.

Ricardo Siqueira mora no Parque Aurora e exibiu cópia de matéria postada no jornal O Diário em maio deste ano, na qual moradores das proximidades do canal Campos Macaé reclamam da falta de limpeza do canal, “que causa mau cheiro, o aparecimento de muitos mosquitos no final da tarde e a proliferação de animais peçonhentos”.

Na matéria, a doméstica, Graça Sueli, que trabalha em uma das casas próximas ao canal, reclama que “é freqüente o aparecimento de animais mortos, que contribuem com o mau cheiro, que fica durante vários dias”. Segundo ela, “quando anoitece então, os mosquitos só faltam carregar a gente”.

De lá para cá, pouco mudou. Colega de Ricardo Siqueira, Fernando Augusto Pereira reforçou a reclamação. Segundo ele, há algum tempo não é realizado o trabalho de capina, “e o mato alto atrai mosquitos, moscas, baratas, ratos e cobras”. No entanto, Pereira observa que o mau cheiro não permanece todos os dias, mas “a mosquitada é coisa de doido”.

A reportagem de O Diário esteve em um ponto próximo ao canal, por sugestão de Siqueira, no cruzamento Arthur Bernardes/Beira Valão. Depois percorreu trechos da Dr. Beda e Princesa Isabel e constatou a veracidade das reclamações. O jornal buscou explicação junto à assessoria de comunicação da concessionária Águas do Paraíba, que respondeu através da nota que segue.

CONCESSIONÁRIA DIZ QUE TOMA PROVIDÊNCIAS E APONTA “LIGAÇÕES CLANDESTINAS”

“Através da Operação Esgoto Zero no Canal Campis Macaé, iniciada em 2016, e cuja primeira etapa está sendo finalizada, a concessionária Águas do Paraíba já eliminou mais de 95% de todo esgoto lançado irregular ou clandestinamente nesse equipamento urbano.

Agora, na fase final da primeira etapa, está sendo retirado todo lixo, lodo e detritos acumulados em seu leito, num trabalho nunca feito anteriormente, desde a sua construção há mais de 100 anos.

Nesse trabalho pode haver algum odor, provocado pela própria ação de retirada do lixo e detritos. Por isso, a concessionária solicita a compreensão dos moradores e transeuntes por algum incômodo eventual e passageiro.

Sobre a possibilidade de ocorrencia de odor nos bairros citados, a concessionária esclarece que todas as redes de esgoto são fechadas e isoladas, desde as residências até as estações de tratamento do efluente, sem contato com o ar ou ambiente externo.

Portanto, fora alguma ocasional e pontual ocorrência de rompimento ou defeito no sistema – o que não está ocorrendo – a percepção de cheiro de esgoto se deve a ligações clandestinas em redes pluviais. E quem as fez é responsável pela sua eliminação”.

No caso mencionado pela assessoria da concessionária no último parágrafo na nota, O Diário constatou nesta quarta-feira (e em matérias anteriores) que a percepção de cheiro de esgoto é constante e levada ao conhecimento da empresa em outras oportunidades. O jornal também pediu explicações à prefeitura e aguarda retorno.

PREFEITURA RESPONDE DEMANDA E DIZ QUE MAIS UM TRECHO DO CANAL DEVE RECEBER LIMPEZA

No início da noite, a Superintendência de Comunicação da prefeitura respondeu a explicações solicitadas por O Diário em release que o jornal publica na sequência.

“Mais um trecho do canal Campos-Macaé pode receber limpeza, através de parceria da prefeitura de Campos e a Secretaria Estadual do Ambiente (SEA). Enquanto a empresa Águas do Paraíba está na terceira fase de implantação do Projeto Esgoto Zero no trecho entre a Avenida Nilo Peçanha e a Rua Tenente Coronel Cardoso (antiga Formosa), a Superintendência Municipal de Agricultura e Pecuária vem tentando viabilizar com a SEA a extensão do trabalho da Avenida Nilo Peçanha até as proximidades da Chatuba.

— Nós entramos em contato com a secretaria e a equipe técnica vai verificar qual o tipo de intervenção é necessária. A nossa intenção é continuar este tratamento em todo o Canal Campos-Macaé — comentou o superintendente de Agricultura e Pecuária, Nildo Cardoso, solicitando a colaboração de todos para a manutenção da limpeza dos canais. Ele lembra que o despejo irregular de lixo e entulho impede que os canais permaneçam limpos.

Na área central, segundo a concessionária Águas do Paraíba, já não há nenhuma ocorrência de despejo de esgoto no canal. A limpeza total da água já foi concluída e é realizada a pintura da área lateral interna. O próximo passo, segundo o superintendente da concessionária, Juscélio Azevedo, é a pintura dos arcos e da parte externa dos jardins.

— O canal é um patrimônio histórico de Campos. Importante que a população perceba todo esse trabalho que foi feito e nos ajude na conservação, não jogando lixo no canal. Trata-se de uma avenida com comércio muito ativo, com muitas pessoas passando — explica Juscélio”.

FONTE: Redação


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