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ARTIGOSJOSÉ LUIZ

José Luiz Pimentel Batista – Lula lá

José Luiz Pimentel Batista é Promotor de Justiça/2ª Promotoria da Infância e Juventude de Campos dos Goytacazes

Eu me lembro perfeitamente do jingle da primeira campanha do Lula. Dizia assim: “Lula lá, brilha uma esperança”. A questão, hoje, é saber esperança de acontecer o que?

No Brasil, historicamente e há muito tempo, sempre ouvimos que só pretos e pobres ficavam presos. Era difícil de discordar, já que os fatos falavam mais alto. Ricos pagavam bons advogados e, quase sempre, tinham um destino feliz após a prática dos seus ilícitos.

A questão é que o brasileiro sempre foi meio fã daquela que ficou conhecida como a “lei do Gerson”, ou seja, a possibilidade de levar vantagem em uma determinada situação.

O problema é que essa “lei” está incrustrada na cabeça de muita gente, muitos políticos, que, quando ganham o poder, fazem uso da pior maneira possível: desviando e subtraindo recursos públicos ou privados, estes muitas vezes por interpostas pessoas, os “laranjas”, que emprestam seus nomes nas organizações criminosas para a aquisição de patrimônio adquirido ilicitamente, ganhando também algum benefício.

Você conhece um “laranja”? Pense aí. Já conheceu quem estava quebrado financeiramente e, após ingressar no mundo da política, hoje vive “tirando onda” com a cara da sociedade tamanha a quantidade de bens e luxo que ostenta?

É óbvio que fatos e pessoas são bem conhecidos da sociedade campista, mas, como sempre, as provas precisam aparecer, isto é, não dá para atribuir a alguém a condição de “laranja” sem prova.

Só em Campos? Não. No país inteiro, em todos os escalões, estando aí a lava jato para dar mostras da grandiosidade da bandidagem.

No próximo dia 24 está marcado o julgamento do recurso do condenado Lula, que, a todo custo, tenta dar um viés político ao julgamento. Até admiro a cara de pau daqueles que chamam isso de “luta de classes”, quando, na prática, estará apenas sendo julgado aquele que, nas palavras de Deltan Dallagnol, era o chefe.

Como faltam argumentos jurídicos, os “companheiros” estão dizendo que até mortes acontecerão. Estará Lula acima do bem e do mal?

Pelo que vi, a sentença do Juiz Sérgio Moro foi muito bem fundamentada em provas produzidas sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. Entretanto, os Desembargadores são livres. Juridicamente, parece-me caso de manutenção da condenação, mas, como diz o ditado, não se sabe o que vem de “bumbum de neném, pata de cavalo ou cabeça de Juiz”.

“Lula lá”? Em qual lugar? Na cadeia. Esperança? Da jaula.


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