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Informalidade bateu recorde em 2019;

O ano de 2019 foi marcado por um desemprego ainda resistente, mas com a quantidade de pessoas que trabalham por conta própria e sem carteira assinada, os chamados informais, batendo sucessivos recordes históricos. A taxa de informalidade no mercado de trabalho superou o patamar de 41%, a maior proporção desde 2016, quando o IBGE passou a investigar esse índice. Ou seja, de cada 10 trabalhadores ou empregadores, 4 estão atuando na informalidade.

Atualmente, são 38,8 milhões de brasileiros na informalidade, um aumento de 714 mil pessoas em 1 ano. Este grupo inclui os trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado e domésticos), os sem CNPJ (empregadores e por conta própria) e os sem remuneração (auxiliares de trabalhos para a família).

E a informalidade vem ajudando na queda ainda discreta da taxa de desemprego, que recuou para o menor nível do ano no trimestre encerrado em outubro – para 11,6% –, mas ficou apenas 0,1 ponto percentual abaixo do índice no mesmo período de 2018, quando estava em 11,7%.

Os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua mostram que a população no país ocupada aumentou 1,4 milhão de pessoas em 1 ano, somando 94 milhões de brasileiros. Embora a recuperação da economia tenha mostrado sinais de aceleração nesta reta final do ano, ainda são 12,4 milhões de pessoas na fila do desemprego.

Trabalho por conta própria e subemprego

A recuperação lenta do mercado de trabalho e a dificuldade de colocação ou reinserção têm levado muitos brasileiros ao trabalho por conta própria, que também é chamado de empreendedorismo por necessidade, mas em muitos casos se configuram como subempregos.

“O chamado empreendedorismo, em grande medida, reflete a necessidade de busca da sobrevivência e não uma opção sobre a modalidade da ocupação”, destaca José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do banco Fator.

O trabalho por conta própria reúne tanto os autônomos como também ambulantes, aqueles que tocam negócios de ‘fundo de quintal’ ou prestam serviços ligados a aplicativos como Uber, Rappi e iFood.

“Empresas ligadas a esse novo mundo de tecnologia aproveitam do excedente de mão-de-obra e de modo informal incorporam essa massa de trabalhadores em subempregos”, afirma Honorato.

Fonte: G1


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