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POLÍTICA

Impeachment: Witzel negocia secretarias de Educação e de Governo com Alerj

 Para tentar obter o apoio de 35 deputados, metade do parlamento, o governador Wilson Witzel estuda oferecer a Secretaria de Educação — que tem o segundo maior orçamento do estado — e a robusta Secretaria de Governo, responsável pelos programas Segurança Presente e Lei Seca. Procurado, o governo estadual disse ontem que não se pronunciaria sobre o assunto.

Witzel já tem estratégia para tentar retardar o julgamento do processo de impeachment. Ele vai apostar as fichas na negociação de cargos, para aumentar a base de apoio na Alerj. O governador estuda ainda questionar na Justiça, por exemplo, o rito e o quórum para aprovar o impedimento.

Outro movimento de Witzel para arrefecer os ânimos da Alerj foi a exoneração de Cássio Rodrigues, seu assessor especial. Rodrigues, que já tinha colocado o cargo à disposição na segunda-feira, era acusado de fazer dossiês contra deputados. Ao GLOBO, ele negou a acusação dos parlamentares.

Alerj suspende prazo para Witzel apresentar defesa

A Comissão Especial que avalia o pedido de impeachment de Wilson Witzel decidiu por unanimidade suspender o prazo para que o governador apresente sua defesa à Assembleia Legislativa. O andamento, agora, depende que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorize o compartilhamento de provas da operação Placebo, na qual Witzel é investigado por fraudes em contratos. Com isso, o governador ganha tempo.

O relator do processo contra contra Witzel, Rodrigo Bacellar (SD), fez o requerimento de suspensão do prazo, atendendo ao pleito dos advogados do governador. Eles argumentam que “a denúncia apresentada não foi instruída com os documentos necessários para comprovar os fatos narrados”.

Dos 25 membros da comissão, 24 apoiaram a medida — o deputado Marcos Abrahão (Avante) não compareceu. Os deputados afirmaram que temem uma judicialização do processo, caso negassem o pedido feito por Witze. O governador já sinalizou a intenção de entrar com um mandado de segurança no STJ que poderia paralisar os trâmites na Alerj. O prazo para a apresentação da defesa é de dez sessões — a contar da primeira, realizada ontem. Agora, o novo prazo só volta a contar quando o STJ responder à solicitação do Legislativo Fluminense, que pede acesso aos autos do inquérito que corre em Brasília.

Fonte: O GLOBO


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