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Hospital de campanha em São Gonçalo será inaugurado com um mês de atraso e dez leitos disponíveis

 Após quase um mês de atraso o Iabas (Instituto de Atenção Básica e Anaçada à Saúde) inaugura no começo da noite tarde desta quarta-feira o Hospital de Campanha de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A unidade será destinada para o tratamento dos 392 pacientes já diagnosticados com a Covid-19 e que estão na fila da Central de Regulações de Vagas da Secretaria estadual de Saúde (SES) a espera de uma vaga para internação.

Serão 200 leitos, sendo 80 de Centro de Terapia Intensiva (CTI) e 120 de enfermaria. No entanto, em um primeiro momento, apenas dez leitos estarão disponíveis. Não se sabe se as vagas serão para CTI ou semi-intensivo. Esse é o segundo hospital de campanha – de um total de sete – que começará a funcionar. O primeiro inaugurado  fica no Maracanã, na Zona Norte do Rio.

Prometido para ser entregue no final de abril, a obra foi adiada duas vezes. Para 17 de maio e, posteriormente, para o dia 26. Na manhã desta quarta, poucas horas antes da inauguração, marcada para as 19h, funcionários trabalhavam na rua de acesso ao Clube Mauá, terreno cedido para a construção do hospital, para acabarem uma obra de ligação da rede de esgoto.

O Iabas é um dos alvos da Operação Placebo, da Polícia Federal (PF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que investiga fraudes na Secretaria estadual de Saúde, como as construções de hospitais de campanha e na aquisição de insumos para essas unidades. Em nota, o Instituto afirmou que a construção de uma rede de esgoto não estava prevista no contrato da obra, mas foi necessária já que a tubulação de coleta não chegava até onde o hospital foi construído. Ainda de acordo com a empresa, o atraso de deu por conta da característica do terreno e garantiu que antes da inauguração tudo estará pronto.

Ainda de acordo com o comunicado, a busca e apreensão da PF na sede na OS no Centro prejudicou ainda mais a abertura da unidade. Já que “os policiais apreenderam indiscriminadamente computadores e documentos, prejudicando a aquisição de medicamentos e equipamentos de proteção individual que não puderam ser comprados devido ao embargo causado pela operação”.

De acordo com o Iabas, os próximos hospitais a serem inaugurados são: Nova Iguaçu (29 de maio), Duque de Caxias (1º de junho), Nova Friburgo (7 de junho), Campos dos Goytacazes (12 de junho) e por último o de Casimiro de Abreu (no dia 18 de junho).

O governador Wilson Witzel afirmou que os hospitais de campanha “são de alta complexidade” e que “as unidades foram planejadas as pressas e houve intercorrências e dificuldades ao longo das obras”.

Sobre a abertura com apenas 10 leitos, o Iabas afirma que a liberação será de forma gradual, para garantir a segurança dos pacientes e das equipes de saúde.

Além de falta de equipamentos, o Iabas está enfrentando problemas para contratar médicos para todos os hospitais de campanha. Até agora apenas 200 profissionais foram admitidos pela OS. O medo da doença, as condições das estruturas oferecidas pela empresa e a preocupação na hora de receber o salário seriam alguns dos entraves.

R$ 90 milhões ainda não foram repassados à SES

O repasse de R$ 90 milhões prometidos pelas prefeituras de Niterói e Maricá – R$ 45 milhões para cada cidade – para a construção do hospital de campanha de São Gonçalo, ainda não foram entregues ao Governo do Estado. Após 54 dias de atrasos e dois adiamentos, a unidade ficará pronta sem a efetividade da promessa.

As prefeituras de Niterói e Maricá confirmaram que não fizeram o aporte. Segundo as duas prefeituras, o dinheiro não foi repassado porque elas esperam um plano de detalhamento da obra que deveria ser entregue pelo Governo do Estado, mas que até agora não foi. A Secretaria estadual de Saúde confirmou que o projeto da construção do espaço está em fase de ajuste e fala que os repasses podem ser feitos normalmente.

De acordo com as duas prefeituras, no momento do acordo, o objetivo da ajuda era que os sistemas de saúde das duas cidades ficariam desafogados – já que poderia haver uma possível procura por atendimentos de pacientes de São Gonçalo nesses dois municípios. Atualmente, São Gonçalo ocupa o quinto lugar em número de casos, com 964, e o quarto em número de mortes, com 108 por Covid-19, de acordo com o dado dessa terça-feira divulgado pelo estado.

Fonte: O GLOBO


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