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França começa a afrouxar medidas restritivas; Disney reabre na China

A China informou na segunda-feira (11) cinco novos casos de coronavírus em Wuhan, cidade onde surgiu o novo coronavírus, um dia depois de anunciar a primeira infecção em mais de um mês na cidade. A metrópole de 11 milhões de habitantes ficou em quarentena por mais de dois meses.

A China informou um total de 17 novos casos, 10 dos quais são infecções locais. É o segundo dia de um aumento de dois dígitos no número de infecções em um dia. Desde 1º de maio, eles eram mantidos em menos de três por dia.

Desses novos casos locais, cinco foram relatados no nordeste do país, perto da Rússia e da Coreia do Norte, levantando temores de novos surtos de contágio.

A cidade de Shulan, com cerca de 670 mil habitantes, ficou em quarentena depois de detectar pelo menos 11 casos no fim de semana, de acordo com a TV pública CCTV.

O novo vírus infectou quase 83 mil pessoas e causou 4.633 mortes no país, mas não há registros de mortes relacionados com a Covid-19 há quase um mês.

A atividade econômica está gradualmente retomando. O parque temático da Disney em Xangai reabriu nesta segunda, enquanto as autoridades deram o aval na semana passada para a reabertura de cinemas e complexos esportivos em todo o país. As visitas serão limitadas e devem ser agendadas com antecedência.

A França, um dos países europeus mais atingidos pela pandemia de Covid-19, iniciou nesta segunda-feira (11) o relaxamento das medidas restritivas para conter a disseminação das infecções provocadas pelo novo coronavírus. O confinamento está em vigor no país desde 17 de março.

Várias medidas de precaução foram tomadas, como a utilização obrigatória de máscara no transporte público e também nas estações. O transporte público, especialmente na região metropolitana de Paris, estava sob vigilância desde o início da manhã por ser um dos principais locais de possível contágio, com brigadas das próprias empresas apoiadas pela polícia.

Em Paris, é preciso ter um certificado da empresa que justifique o uso do transporte público durante o horário de pico, embora as agências policiais sejam instruídas a não impor nos primeiros dias as multas previstas de 135 euros.

Pelo mundo

Há exatos dois meses, no dia 11 de março, a Organização Mundial de Saúde declarou que o novo coronavírus era uma pandemia. Desde então, os números de casos e mortes se espalharam pelo mundo e cresceram a cada dia. Até esta segunda-feira (11), são mais de quatro milhões de infectados confirmados e 283 mil mortes.

A África já tem mais de 63 mil casos confirmados do novo coronavírus, além de 2.283 mortes. A África do Sul, com 10.015, lidera a lista de infecções, enquanto o Egito, com 525, é o que tem mais óbitos.

A Rússia teve mais 11.656 casos da Covid-19 confirmados nas últimas 24 horas, chegando a 221.344 no total. Assim, o país se torna o terceiro com mais infecções no mundo, atrás de Estados Unidos e Espanha. São cerca de duas mil mortes pela doença.

A Espanha registrou 123 mortes pelo coronavírus nas últimas 24 horas, o menor número diário em sete semanas. O total agora é de 26.744 desde o início da pandemia.

A Tailândia registrou seis novos casos de coronavírus nesta segunda, elevando o total para 3.015 casos desde o início do surto em janeiro.

Coreia do Sul

A Coreia do Sul registrou o maior número de casos de coronavírus em mais de um mês nesta segunda-feira (11), devido ao aparecimento de um surto de contágio em um bairro de vida noturna em Seul. Foram 35 novos casos, elevando o número total para 10.909, de acordo com o Centro Coreano de Controle e Prevenção de Doenças (KCDC).

O país, que em fevereiro foi uma das maiores fontes de contágio no mundo, é considerado um modelo na luta contra o vírus. Durante oito dos últimos 12 dias, o país registrou um aumento de um dígito no número de casos.

A normalidade começou a se restabelecer desde a semana passada, mas neste fim de semana, Seul, a província vizinha de Gyeonggi e a cidade vizinha de Incheon decretaram o fechamento de casas noturnas e bares, porque as autoridades temem uma segunda onda de contágio.

Na manhã desta segunda-feira, 85 pessoas infectadas tinham vínculos com um homem de 29 anos que testou positivo depois de frequentar cinco casas noturnas e bares em Itaewon. As autoridades municipais convocaram todos os que estiveram na área nas últimas duas semanas para serem submetidos a testes.

Nova Zelândia

A Nova Zelândia, que desacelerou a pandemia de Covid-19 graças a uma resposta precoce, retomará quase toda a sua atividade, incluindo cinemas, escolas e bares, em etapas nos próximos dez dias, embora mantenha medidas físicas de distanciamento.

A primeira-ministra Jacinda Ardern anunciou que cinemas, restaurantes, cafés e academias reabrirão a partir de 14 de maio. Na quinta-feira (14), serviços de saúde, lojas de varejo e outros espaços públicos, como playgrounds, serão reabertos.

Os alunos voltarão às escolas a partir de 18 de maio enquanto a reabertura dos bares está prevista para o dia 21 de maio.

Porém, o relaxamento do alerta de pandemia exigirá que os residentes da Nova Zelândia continuem mantendo a distância física, o que impõe no máximo dez pessoas por mesa em restaurantes e bares.

O país registrou até agora 1.147 casos de Covid-19, que incluem 21 mortes e três novas infecções nas últimas 24 horas.

Fonte: G1


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