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ECONOMIA

Firjan propõe concessões, PPPs e incentivos fiscais para recuperação pós-pandemia

A Firjan apresentou na terça-feira um programa com sugestões para a recuperação econômica do estado após a pandemia de coronavírus. Entre as medidas está um plano de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), que identificou 142 oportunidades com potencial de R$ 54,8 bilhões em investimentos.

— Não podemos ficar só dependentes dos royalties do petróleo — afirmou André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que participou de videoconferência para a apresentação do “Programa de retomada do crescimento do Estado do Rio de Janeiro em bases competitivas”.

A recomendação é que, entre outros setores, o governo avalie a possibilidade de concessões de rodovias, com a oferta de novos trechos para a iniciativa privada, cobrando investimentos como contrapartida.

De acordo com a federação, as PPPs geram um efeito multiplicador. Cada R$ 1 bilhão investidos no setor de construção civil, por exemplo, gera impacto de R$ 1,274 bilhão na cadeia produtiva, com geração de mais de 14 mil empregos diretos e indiretos.

Outra sugestão é a concessão dos mesmos incentivos fiscais adotados pelos outros três estados da região Sudeste, para aumentar a competitividade fluminense.

Segundo a federação, a adoção da mesma política de competitividade tributária de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo pode gerar a abertura de mais de 3 mil empresas, com 41 mil novos postos de trabalho, acrescentando R$ 7,5 bilhões ao produto interno bruto (PIB) do estado.

— Temos total disposição para enfrentar essa questão, equalizar as alíquotas para evitar a concorrência perversa que sofremos de outros estados — concordou Ceciliano.

E políticas de incentivo são necessárias, frente ao estrago provocado pela pandemia. Segundo projeções da Firjan, o PIB fluminense deve cair 6,4% neste ano, contra estimativas anteriores à crise de crescimento de 1,9%. A previsão de receita do estado, que era de R$ 72 bilhões, deve fechar 2020 em R$ 55,9 bilhões.

— As ações têm efeito multiplicador e, diante da pandemia do coronavírus, trarão resultado neutro ou positivo para a arrecadação tributária — destacou o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart. — Contribuirão ainda para a diminuição do “custo Rio” e para o estímulo ao investimento, com benefícios para toda a sociedade.

Fonte: O GLOBO


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