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REGIONAL

Estado do Rio não terá dinheiro para salários de servidores já em agosto

O governo do Estado do Rio de Janeiro não terá recursos para pagar os servidores públicos estaduais já em agosto, se não receber um socorro financeiro da União. De acordo como secretário de Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho, nem mesmo o mês de julho do funcionalismo está garantido, uma vez que “manobras de tesouraria” precisariam ser feitas. A conhecida dificuldade de caixa do Palácio Guanabara foi acentuada pela pandemia de coronavírus, que afeta a arrecadação de ICMS, e pela consequente queda no preço do barril de petróleo, que reduz a receita oriunda dos royalties. O impacto estimado é de R$ 15,7 bilhões nos cofres do estado.

— Sem o auxílio da União, já teremos dificuldade de pagar salários em julho (referente ao mês trabalhado de junho). Não digo que não conseguiremos pagar, porque pode ser que consigamos fazendo algumas manobras de tesouraria. Em agosto, aí sim, com certeza, já não teremos dinheiro para pagar ao funcionalismo. Obviamente, isso afeta o pagamento do décimo terceiro também — diz Carvalho.

Segundo ele, o estado precisaria receber da União ao menos R$ 10 bilhões, dos R$ 15 bilhões pleiteados, para garantir o pagamento dos servidores ao longo de 2020 e manter serviços essenciais.

— Nenhum estado brasileiro consegue sobreviver a uma queda de 30% das receitas. Todos estão sujeitos a problemas sem ajuda da União. Quando faltar dinheiro, os estados atrasarão o pagamento de fornecedores. Depois, os salários dos servidores. Se a União não socorrer estados e municípios, todos quebrarão e teremos mais uma crise: a quebradeira dos estados e municípios.

Na visão de Carvalho, a crise atual do estado é diferente da ocorrida em 2016, quando o salário do funcionalismo ficou comprometido. O secretário afirma que, naquela ocasião, os problemas financeiros atingiam especificamente o Rio de Janeiro e foram acarretados por “desvios e má gestão”. E argumenta que, agora, há um problema estrutural.

— Uma variável importante é quanto tempo as medidas restritivas vão perdurar. E é uma variável absolutamente derivada da questão sanitária, da saúde. Se tiver doença, não vai reabrir o comércio. E aí, quanto mais tempo demorarem as medidas restritivas, maior o impacto na economia. Isso é uma preocupação do mundo inteiro.

— O governo tem feito todas as medidas preparatórias para o leilão. Elas estão sendo executadas em câmaras municipais, no Rio Metrópoles… tudo dentro do cronograma. O edital iria para a rua em agosto. Só não irá em agosto se (por conta do coronavírus) não tiver condições de mercado. Nós não vamos rifar a Cedae, não podemos fazer isso. Vamos esperar o melhor momento.

Fonte: O GLOBO


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