Publicidade
DNews

Enem será aplicado em 17 e 24 de janeiro de 2021, anuncia MEC

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020 será aplicado em 17 e 24 de janeiro de 2021. O Ministério da Educação (MEC) anunciou a data das provas em coletiva de imprensa nesta quarta-feira. Esse é o cronograma da edição impressa. Já o Enem digital, feito em forma de projeto-piloto neste ano, será em 31 de janeiro e 7 de fevereiro do próximo ano.

O cronograma original, mantido pela pasta até meados de maio, mesmo com o avanço do novo coronavírus pelo Brasil, era de aplicar o Enem impresso em 1° e 8 de novembro deste ano. A versão digital da prova seria feita em 11 e 18 de outubro. A paralisação das escolas – além de pressões do Congresso, de secretarias estaduais de Educação e da sociedade – levou a pasta a adiar o exame.

Antes de definir as novas datas, porém, o MEC fez uma enquete com os candidatos, ainda na gestão de Abraham Weintraub, que deixou a pasta por desgastar o governo com ofensas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria dos estudantes escolheu, na pesquisa da pasta, maio de 2021 para a aplicação das provas do Enem.

Ao divulgar o resultado, no início deste mês, o MEC avisou que a escolha dos estudantes não seria o único aspecto a ser levado em consideração na definição das datas do Enem 2020. Secretários estaduais de Educação, universidades e instituições ligadas à área também seriam consultados antes da definição final, informou a pasta à época.

Cerca de 1,1 milhão de estudantes participaram da enquete, o que corresponde a 19,3% dos quase 5,8 milhões de inscritos no Enem 2020. Do total, 553.033 estudantes escolheram fazer o Enem em maio, o que representa 49,7% dos que opinaram na sondagem. Outros 392.902 (35,3%)  escolheram fazer em janeiro,  e 167.415 ( 15%) optaram por dezembro deste ano.

Resistência do governo

O governo resistiu a mudanças na data do Enem por conta do novo coronavírus. Até meados de maio, quando as escolas do país já haviam fechado entre março e abril, o então ministro Abraham Weintraub defendia a manutenção do calendário, fazendo coro ao discurso do governo de minimizar os impactos da pandemia.

Após o avanço de projetos que adiavam o Enem no Congresso e pressão de outros segmentos, o MEC decidiu alterar a data. Primeiro o governo afirmou que adiaria entre 30 e 60 dias. Depois, lançou a ideia da enquete com os inscritos, por ordem de Weintraub.

As datas colocadas na enquete foram sugeridas pelo gabinete do então ministro, sem um estudo anterior que justificasse a definição das opções postas. O Inep, responsável pela aplicação da prova, foi questionado pelo GLOBO sobre análises prévias a respeito das datas definidas para compor a enquete, mas não respondeu.

O resultado da maioria dos estudantes que votaram na enquete, pedindo o Enem em maio, pegou a diretoria do Inep de surpresa. Uma cisão se abriu no órgão. Do ponto de vista pedagógico, faz sentido que o Enem seja em maio, para que os estudantes consigam recuperar o tempo perdido. Mas, sob a ótica operacional, encavalar a realização do Enem 2020 com o início da preparação do exame de 2021 seria um tumulto, segundo fontes da autarquia.

Fonte: O GLOBO


Publicidade

Anterior

Prefeitura conclui testes rápidos para Covid-19 em profissionais do CCZ

Seguinte

Desoneração da folha: Rodrigo Maia afirma que Congresso vai derrubar o veto