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POLÍTICAREGIONAL

Em meio à crise política, Witzel mexe no governo e reestrutura base na Alerj

Para se livrar dos três pedidos de impeachment que foram protocolados na mesa diretora da Assembleia Legislativa (Alerj) esta semana, o governador Wilson Witzel aposta em uma reforma administrativa no seu secretariado e, com isso, na restruturação de sua base no parlamento. A avaliação da cúpula de Witzel é que, em meio à crise política, não é preciso barrar a votação da instauração do processo de impeachment, uma vez que a decisão de levar a denúncia ao plenário cabe exclusivamente ao presidente da Alerj, André Ceciliano (PT). O importante, argumentam, é obter os 35 votos necessários para que o afastamento temporário não seja concretizado e que o processo de impeachment não seja instaurado.

Nas mudanças no secretariado, Witzel também estaria levando em consideração a exoneração de alguns nomes que podem vir a ter problemas com a Justiça por conta das investigações em andamento, por conta de investigações sobre fraudes em contratos emergenciais, fechados sem licitações.

Foi mostrado ontem que um assessor especial de André Moura na Casa Civil recebeu R$ 100 mil de um advogado de uma empresa contratada sem licitação pelo estado para prestar serviços na secretaria que Moura comandava até anteontem, quando foi exonerado. Procurado, Moura afirmou que “a vida pessoal e profissional privada dos servidores comissionados da assessoria técnica da Casa Civil não é de conhecimento do órgão”.

Witzel exonera secretários da Casa Civil e da Fazenda e faz troca-troca no governo

O governador Wilson Witzel exonerou, de uma só vez, o secretário da Casa Civil, André Moura, e o secretário de Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho. A publicação saiu em edição extra do Diário Oficial na noite desta quinta-feira (28) e não leva o tradicional “a pedido”, quando o servidor deixa o cargo por vontade própria. Tanto André Moura quanto Luiz Claudio foram surpreendidos com as publicações no Diário Oficial.

A troca de André Moura, conta um interlocutor do núcleo de Witzel, foi motivada pela forma com que ele estaria lidando com a Alerj, especialmente ao tratar com o presidente da Assembleia, André Ceciliano (PT). Na avaliação do governador, faltaria articulação. “Ele não estava se impondo para defender o governo”, diz a fonte, que prefere não se identificar. No lugar de Moura, foi nomeado o procurador do estado Raul Teixeira.

Segundo o mesmo interlocutor, Witzel considera que o trabalho de Luiz Claudio à frente da Secretaria de Fazenda poderia ter sido melhor executado. Um dos problemas seria a falta de medidas para aumentar a receita do estado, daí a troca para Guilherme Mercês.

Idealizador e coordenador do Índice Firjan de Gestão Fiscal, Mercês ocupava o posto de subsecretário de Lucas Tristão, que comanda a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais. O novo secretário de Fazenda terá a missão de contornar a brutal queda de arrecadação durante a  pandemia.

Luiz Claudio, que já foi secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, chegou a participar de uma reunião, nesta quinta-feira (28), no Palácio Guanabara, para tratar do plano de reabertura do comércio.

Nos bastidores, comenta-se que a saída de André Moura representa uma vitória para Lucas Tristão, com quem Moura tem divergências. Tristão é um dos mais próximos secretários de Witzel e teria se ressentido do fato de Moura não ter se empenhado para salvá-lo de uma fritura na Alerj meses atrás.

A reportagem procurou ambos os secretários exonerados, mas ainda não obteve retorno. Também procurou a assessoria de imprensa do governador Wilson Witzel e aguarda um posicionamento oficial do Palácio Guanabara.

Fonte: O GLOBO


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