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ARTIGOS

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Por um mundo partilhado, cordial e compassivo

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz é Bispo Diocesano de Campos dos Goytacazes-RJ

Embora a origem do dia da mulher nos leve a 1857, em Nova York, quando 129 mulheres operárias tecelãs morreram cruelmente queimadas por reivindicarem a redução da jornada de trabalho (16 horas diárias) ou se refira a uma greve de mulheres em Petrogrado, em 1917, a data do 8 de março foi celebrada, pela primeira vez, em 1977.

O título completo dessa Comemoração foi “Dia Internacional dos Direitos da Mulher e pela Paz”, decidido pela Assembléia Geral da ONU. Como se vê, a Paz Mundial está relacionada com a igualdade, dignidade e reconhecimento da alteridade da mulher.

Quando se aprovou a célebre “Declaração dos Direitos do Homem”, na revolução francesa, uma mulher, escritora, Olympe de Gouges, em 1791 publicou um panfleto denominado “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”, sendo guilhotinada em 1793. Mais tarde, a ONU aprovou também a Carta sobre a Eliminação da Discriminação contra a Mulher, em 1967.

Dia profético, de celebração solidária com nossas irmãs, amigas e aliadas na construção de um mundo partilhado, cordial e compassivo, com a sinergia e colaboração conjunta de homens e mulheres, igualmente dignificados, pois somos filhos/as do mesmo Pai. Lembrar semblantes femininos importantes no Brasil, as primeiras eleitoras, em 1932, vereadoras, deputadas; a nadadora Maria Lenk, a primeira em participar numa Olimpíada; a tenista Maria Ester Andion Bueno, a primeira mulher a vencer os quatro torneios do Grand Slam, em 1960.

O lobby do batom, integrado por deputadas federais e constituintes que, em 1988, fez avançar a nossa Constituição garantindo isonomia diante da lei. Agradecer, no Ano Nacional do Laicato, a participação, contribuição e inspiração de milhões de cristãs leigas que dão à Igreja de Cristo um rosto feminino acolhedor, hospitaleiro, samaritano, servidor e missionário.

Que Maria, nossa Mãe e Irmã, modelo de mulher forte e profeta, sempre encoraje e ajude a promover as mulheres na sua vocação e missão, no mundo e na Igreja,  lembrando sempre que  “Todos somos irmãos” . Deus seja louvado!

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