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SAÚDE

Associação alerta que prefeitura de Campos coloca em risco a vida dos pacientes renais

Pacientes renais não têm atendimento adequado na rede pública de saúde em Campos. – Foto: Ilustração/Internet

A saúde pública em Campos dos Goytacazes, na região norte do Estado do Rio de Janeiro, apresenta uma série de problemas na rede municipal, desde o atendimento ineficiente nos postos de urgência e nos hospitais Ferreira Machado, Geral de Guarus e São José (na Baixada Campista), até as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e Emergências.

A denúncia mais recente, trazida ao jornal O Diário pela Associação dos Renais e Transplantados do Estado do Rio de Janeiro (ADRETERJ), é que os pacientes renais em estado agudo – os que dependem das UTIs e Emergências – estão vivendo dias de muita tensão. “Eles correm o risco real de ficar sem o tratamento de diálise”.

Segundo a associação, a prefeitura não paga desde outubro de 2015 a uma das clínicas especializadas da cidade – responsável pela prestação de serviços de saúde de média e de alta complexidade, nos segmentos hospitalar e ambulatorial do município. “A dívida já está em R$ 2.126.732,50. Tal fato gera um efeito dominó e também prejudica o tratamento dos pacientes renais crônicos”. Mas o governo municipal alegou que dívida foi deixada pela gestão anterior.

O presidente da ADRETERJ, Gilson na Nascimento, afirmou que “a clínica está com dificuldade em efetuar os pagamentos dos médicos, enfermeiros, profissionais de enfermagem e funcionários em gera; além da dificuldade de adquirir insumos e honrar os compromissos com os fornecedores”. Ele teme pelo pior, que pode resultar na interrupção do tratamento dos pacientes que estão internados

“A falta de crédito junto aos fornecedores para adquirir insumos e o atraso no pagamento dos funcionários pode interromper, involuntariamente. Isso pode levar a uma fatalidade. Ou seja, pacientes podem morrer por falta de atendimento já que as clínicas estão sem condições de manter o tratamento”, destaca Nascimento. Ele ressalta que a Defensoria Pública da União já foi acionada.

Muito preocupa a questão da diálise à beira do leito em Campos. Esse tratamento é a terapia levada aos pacientes internados e muitas vezes em estado grave. Essa modalidade de diálise não só contempla os pacientes renais internados”, alertou Nascimento, acrescentando que muitas patologias que acontecem durante uma internação, podem fazer com que os rins temporariamente deixem de funcionar e a pessoa necessite de diálise.

Nascimento disse que se a prefeitura de Campos não quitar sua dívida, a clínica terá de parar com os tratamentos e os pacientes que dependem da diálise irão morrer. “Os Hospitais da cidade atendem em média 70 pacientes renais por mês, considerando UTIs e Emergências.

PREFEITURA AFIRMA QUE HERDOU DÍVIDA E ALEGA QUE REPASSES FEDERAIS ESTÃO EM DIA

A Defensoria Pública da União convocou para terça-feira (10) uma reunião entre os municípios devedores, dentre eles Campos dos Goytacazes, e as clínicas que atendem pelo SUS”. O Diário pediu informações à prefeitura, em demanda encaminhada à Superintendência de Comunicação (Supcom), às 16h59. Às 18h47, em nota, a Supcom respondeu. O texto é publicado a seguir.

“Trata-se de uma dívida deixada pela gestão anterior. O secretário da Transparência e Controle, Felipe Quintanilha, informa que este ano foi realizada uma reunião com representantes do Pró-Rim, onde o município tomou conhecimento da dívida, que não tem empenho (que deveria ter sido realizado pela gestão passada), o que contraria a legislação vigente.  

O município vive uma crise, atualmente, acelerada pela queda de arrecadação e, também, por essas dívidas deixadas pela gestão passada. Em virtude do repasse da Participação Especial ter vindo abaixo do previsto, o município teve que reavaliar o cronograma de pagamentos, portanto, o último repasse, referente a julho e  vencido em agosto, aos hospitais contratualizados, foi de 50% do valor. De janeiro a junho, todos os repasses municipais foram efetuados em dia.   

A unidade recebe recursos do Ministério da Saúde, através do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC).  Os repasses federais estão em dia, inclusive o do mês de setembro.  O município ainda não foi informado sobre a reunião de terça-feira (10)”.

FONTE: Redação com assessoria


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