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SAÚDE

Anvisa alerta que não há provas da eficácia do remédio ivermectina contra a covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou nesta quinta-feira que não há estudos conclusivos comprovando a eficácia do remédio ivermectina no tratamento de covid-19. Informou também que automedicação traz riscos à saúde, sendo necessária a prescrição médica para tomar um remédio. A Anvisa esclareceu ainda que não há produto farmacêutico aprovado no Brasil para a prevenção ou o tratamento da doença, mas apenas para combater os principais sintomas, como a febre.

O órgão listou os principais efeitos colaterais do medicamento: diarreia, náusea, fraqueza, dor abdominal, anorexia, constipação e vômitos. Também pode provocar tontura, sonolência, vertigem e tremor. Na pele, pode causar prurido, erupções e urticária.

“Inicialmente, é preciso deixar claro que não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desse medicamento para o tratamento da Covid-19. Assim, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus”, diz trecho de nota da Anvisa.

A ivermectina é um medicamento indicado contra vermes parasitas que, em testes “in vitro”, ou seja, feitos sem o uso de seres vivos, mostrou ter uma atuação contra vários tipos de vírus. A Anvisa disse ter localizado 26 estudos clínicos que analisam a eficácia do remédio contra a covid-19, dos quais apenas um é feito no Brasil, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com previsão de término em julho de 2021.

“Não existem, ainda, resultados conclusivos sobre a eficácia da ivermectina no combate à Covid-19. Também não existem dados que indiquem qual seria a dose, posologia ou duração de uso adequada para impedir a contaminação ou reduzir a chance de gravidade da doença. Os resultados encontrados in vitro não podem ser tomados como verdadeiros in vivo”, diz trecho da nota.

Fonte: O GLOBO


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