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CULTURA

Alunos do IFF poderão ter diploma com validade em países da Comunidade Europeia

A partir de um convênio assinado com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Portugal, os estudantes do Instituto Federal Fluminense (IFF) que participarem de programa de mobilidade internacional poderão ter dupla diplomação com diplomas de Graduação e de Mestrado válidos em todos os países da Comunidade Europeia, além do seu diploma de curso superior no Brasil.

A assinatura aconteceu na última semana, no IPB, e contou com a presença do reitor do IFF, Jefferson Manhães de Azevedo, da professora Sheila Andrade Abrahão, do IFF Campus Bom Jesus do Itabapoana, do presidente do IPB, João Alberto Sobrinho Teixeira, e do vice-presidente do IPB, Luís Manuel Santos Paes.

O convênio possibilita o estreitamento das relações entre as comunidades acadêmicas das duas instituições, além da mobilidade de alunos e professores e o desenvolvimento de projetos conjuntos. O IPB é uma das principais referências e um dos mais relevantes Institutos Politécnicos de Portugal.

De acordo com Jefferson, trata-se de um grande passo para que alunos de vários cursos do IFF possam participar de programa de internacionalização que permitirá dupla diplomação. “É um grande marco e possibilita que os alunos tenham acesso a todos esses países”, comemora.

A oportunidade é fruto do já existente programa de mobilidade internacional, graduação sanduíche, entre o IFF e o IPB que desde setembro de 2016 contempla alunos do Curso Superior de Bacharelado em Ciência e Tecnologia de Alimentos (CTA) do Campus Bom Jesus. Até o momento, 15 estudantes participaram do programa, sendo que dois ainda estão em Portugal e mais quatro novos alunos irão em setembro deste ano. O acordo de dupla diplomação, entretanto, vai valer para os alunos que participarem da mobilidade internacional a partir de 2019.

A professora Sheila, que coordenava o curso, é a responsável por esta ação que ainda conta com o apoio e envolvimento do corpo docente do CTA, da direção-geral do campus e da Diretoria de Internacionalização e Inovação do IFFluminense.

“É um marco histórico para o curso e foi um avanço muito significativo, porque já tínhamos a mobilidade internacional, mas a dupla diplomação é uma experiência inovadora, é a primeira do IFF e é um orgulho para o curso ser o primeiro a tê-la”, destaca Sheila. “É algo que, com certeza, vai alavancar a procura pelo curso, contribuir para a diminuição da evasão e outros fatores como aumento da cultura dos alunos, da experiência acadêmica e pessoal; com certeza algo diferenciado”, complementa.

Com o convênio, os alunos do Curso Superior em Ciência e Tecnologia de Alimentos poderão obter, além do seu diploma de curso superior no Brasil, os diplomas de Engenharia Alimentar e de mestrado em Qualidade e Segurança Alimentar pelo IPB, com validade em todos os países da comunidade europeia. Sheila explica que a seleção será por meio de edital e serão pontuados o desempenho acadêmico (Cr) e o currículo. Por ano, serão duas vagas com bolsa moradia e alimentação (IPB). “Para obter o diploma de Cientista de Alimentos pelo IFF e o de Engenharia Alimentar pelo IPB, os alunos deverão cursar até o quinto período aqui, o sexto e o sétimo lá, e retornar para concluir o curso aqui, seguindo um contrato de estudos já definido pelas duas instituições”, completa. Já para o diploma de mestre pelo IPB, os alunos deverão cursar no Brasil até o oitavo período e mais um ano em Portugal, retornando após a defesa da dissertação, conforme esclarece Sheila.

Os demais cursos do IFF também poderão oferecer esta possibilidade aos estudantes, e as regras serão definidas em conjunto com o IPB, a partir do momento em que firmarem um acordo.

Sheila ainda destaca a importância das parcerias que serão firmadas entre pesquisadores e professores do IFF e de Portugal. “Parcerias que vão render vários frutos importantes tanto para nós quanto para eles”, diz.

O diretor do Campus Bom Jesus, Carlos Antônio Araújo de Freitas, comemora a parceria, o empenho e o trabalho de toda a equipe. “Foi um grande passo que o campus deu em relação à internacionalização da escola. Mesmo com toda crise e dificuldades, juntamente com a Reitoria, conseguimos alinhar uma forma de abrir oportunidades para que os estudantes do ensino superior possam ir para o exterior”, diz. “Esta parceria vai trazer uma grande experiência para os nossos estudantes de poder viver e conhecer uma outra realidade, e o mais interessante, ter uma dupla diplomação”, finaliza.

Fonte: Ascom

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