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ARTIGOS

Albert Jacobson – Adeus ano novo, feliz ano velho?

Albert Jacobson é pastor cristão evangélico na Comunidade Evangélica de Campos. (pastor.albert.jacobson@gmail.com) 

Parece um paradoxo ou mesmo um erro de colocação dar adeus ao ano novo que se aproxima e felicitar o ano velho que se encerra, não é? Será? Porventura teria o cronista (eu) se enganado? Não, não me enganei!

“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela Glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4). Toda a expectativa de mudança em relação a um novo ano que se aproxima atinge seu ápice no último dia de um ano que está prestes a findar, enquanto se aguarda o início de um ano que se presume venha a ser novo. Como cristãos, principalmente em atenção às palavras da Bíblia, deveríamos querer viver em novidade de vida. Será que queremos?

“Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura” (Gálatas 6:15). A clareza da afirmação bíblica contrasta com posturas dogmáticas e eclesiásticas em face de uma necessidade premente: o de ser uma nova criatura, feitura de Deus, tendo nossas vidas transformadas. Temos querido tal transformação? Temos sido transformados visando à estatura do Varão Perfeito, a de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo? Ou meramente temos declarado tal conversão a Cristo sem havermos experimentado seus efeitos práticos em nossas vidas? Nossa transformação pode servir de testemunhos da vivificácia de Cristo em nós?

“Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o Alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:11-14). Sim, é verdade, não nos enganemos! Ainda não chegamos lá, estamos (ou pelo menos deveríamos estar) em um processo de transformação contínuo e gradativo, o da santificação, enquanto deveríamos estar sendo conformados à semelhança de Jesus Cristo, mas é o que temos, realmente, nos permitido?

“Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à Verdade?”
Gálatas 5:7. Sabe, alguns de nós até que começamos bem a carreira, mas acabamos por esmorecer na jornada e esfriamos nossa caminhada, quase que apenas mantendo-nos em velocidade de arraste, travados pelo mundo, contemplando “Sodoma e Gomorra”, como a mulher de Ló, esquecendo-nos do risco de sermos feitos estátuas de sal inerte, sem a capacidade mínima de “salgarmos” o mundo, isto é, de irmos por toda parte a pregar o Evangelho e testemunhar de Cristo “até os confins da Terra” simplesmente por termos abandonado o “primeiro amor”, aquele ímpeto espiritual que nos movia em direção ao Foco, Jesus Cristo.

Nestes momentos, em que um novo ano se avizinha, mas que não será necessariamente um ano novo, somos levados a fazer todo tipo de afirmações ufanistas, carregadas de um otimismo que, no fundo, não sentimos verdadeiramente, pois a maior parte de nossas decisões de “ano novo” se baseia em nossa força pessoal e nossa determinação, daí relembramos que “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” (Jeremias 17:5). Parece que esquecemos nossa total e absoluta dependência de Deus!

Sabemos que “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não Se agrada de tolos; o que votares, paga-o” (Eclesiastes 5:4). Mas, ao que parece, entra ano, sai ano, defraudamos a Deus e a nós mesmos, além de defraudar aos outros, por não cumprirmos aquilo com que nos comprometemos!

Se continuarmos em nossa irresponsabilidade em face de nossas decisões manifestas em propósitos de princípio de ano, restar-nos-á o desperdício de uma nova oportunidade em nossas vidas, de desfrutarmos de um ano realmente novo, permanecendo na mesmice, como que saudando a repetição de nossos fracassos, representados por tudo que deveríamos querer “enterrar” de nossos insucessos em um ano que termina. Não venhamos a dar adeus ao ano novo, pois um ano velho que termina não deve ser repetido em nossas vidas, em que oportunidades passadas não trarão nada feliz para nossas vidas. Que possamos dizer, ao contrário, com a certeza de que assim o desejamos, “adeus ano velho, feliz ano novo”, novinho em folha, pela misericórdia de Deus! Um abençoado ano novo com novidade de vida para você, em Cristo Jesus!


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